Naquele 23 de janeiro de 2007, o mundo respirou diferente.
Nasceu você — e, sem pedir licença, passou a ser a coisa mais importante da minha vida.
De lá pra cá, o tempo aprendeu depressa que não anda sozinho: anda de mãos dadas com o orgulho, com o espanto bom de te ver crescer, com esse amor que não diminui — só aprofunda.
Você virou palavra. E não qualquer uma: palavra estudada, sentida, daquelas que escolhem Letras porque sabem que o mundo também se escreve.
Na UFF, você aprende gramática, mas já domina, há anos, a linguagem do afeto, do amor, do fidelidade ao nosso Deus.
Rubro-negra como o pai — e isso não é detalhe: é herança, é abraço em dia de jogo, é grito preso na garganta que vira riso ou lágrima, mas sempre vira memória.
Gabrielle, que os seus 19 anos sejam ponte, sejam voo, sejam textos em construção. Que a vida te leia com cuidado e te responda com gentileza.
E se um dia o mundo pesar, lembre: antes de qualquer título, antes de qualquer verso, você é — e sempre será — meu maior amor.
Marcos Vinícius Cabral é cartunista e jornalista









