quarta-feira, 30 de setembro de 2026

SETEMBRO AMARELO: Se cuide e tenha certeza, VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ!!!


Estamos encerrando o mês de setembro, onde o rotulamos como SETEMBRO AMARELO, mês de luta contra o suicídio, ansiedade e depressão, uma doença invisível e hoje, com certeza, o mal do século e da humanidade.

Que seja um momento de reflexões e não de 'comemorações'.

O que se esconde na verdade por trás de um sorriso? Convido vocês a lerem com muita calma a matéria que fala sobre a DEPRESSÃO SORRIDENTE (https://culturarteenpr.blogspot.com/2026/09/setembro-amarelo-depressao-sorridente.html).

Mas que fique claro que essa luta não pode estar restrita ao mês de setembro. Essa luta é diária, um dia de cada vez. O carinho, o ouvir, o acolhimento, o abraço, são armas fundamentais para essa cura. E que esse cuidado e atenção sejam todos os dias, DE JANEIRO A JANEIRO e não apenas no Setembro Amarelo.

Transcrevo abaixo um texto magnífico da nossa terapeuta e escritora ELAINE TELES, que a partir desta semana, terá sua coluna semanal aqui no CULTURARTE.

MATURIDADE EMOCIONAL NÃO É NÃO SENTIR. É NÃO SE ABANDONAR TODA VEZ QUE SENTE.

Você chama de amor, mas é medo de ficar sozinha.

Chama de ciúmes, mas é pavor de ser trocada.

Chama de briga, mas é você implorando para ser vista.

Isso não é imaturidade. É dor.

Maturidade emocional não é ser fria, forte o tempo todo ou nunca chorar.

Maturidade emocional é parar de agir como aquela menina ferida que precisa mendigar afeto para se sentir segura.

É entender que:

- Você não precisa responder na hora para não ser abandonada.
- Você não precisa aceitar migalhas para não perder alguém.
- Você não precisa se humilhar para ser amada.

A mulher imatura emocionalmente reage. Grita, chora, se culpa, corre atrás, se anula.

A mulher com maturidade emocional PAUSA. Respira. Se acolhe. E escolhe o que fazer com o que sente, em vez de ser refém do que sente.

E essa maturidade não nasce do nada. Ela é construída. Curada. Aprendida.

Ela nasce no dia em que você para de perguntar "o que ele está sentindo por mim?" e começa a perguntar "o que EU estou fazendo comigo?" "Quem na verdade eu sou e como eu estou?"

Você está cansada de viver nesse looping de ansiedade, carência e culpa?

De amar demais quem te ama de menos? De ser o que você não é!!!

Você não precisa continuar repetindo a mesma história com nomes diferentes.

Eu posso te ensinar o caminho de volta para você.

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Com amor e verdade,

Elaine Teles | @elainecristina_teles

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terça-feira, 29 de setembro de 2026

O que acontece com o seu corpo quando você se masturba com muita frequência?

 O prazer desencadeia várias respostas no corpo que têm inúmeras implicações


A masturbação é um comportamento sexual e saudável que qualquer pessoa pode praticar. É definida como o ato de tocar a si mesmo em qualquer parte do corpo, incluindo os órgãos sexuais, com o objetivo de obter prazer. Além disso, permite traçar um mapa sexual pessoal e, assim, guiar a parceria. No entanto, a masturbação continua sendo um tabu em muitas culturas por sua carga sexual.

Independentemente dos preconceitos que ainda pesam sobre a masturbação, é natural sentir o desejo de praticá-la, principalmente pelo coquetel neuroquímico – que inclui, entre outros, ocitocina, prolactina, serotonina ou dopamina –, o que desencadeia um ciclo sexual completo tanto no homem quanto na mulher. Também favorece os sistemas nervoso e endócrino e reduz o estresse.

— Sem dúvida, é um fator saudável. Tem benefícios a curto prazo indubitáveis, mas que depois também são vistos a longo prazo. É um reforçador, uma atividade cardiosaudável e também exerce um efeito ansiolítico — explica Jesús Rodríguez, diretor do Instituto Sexológico Murciano (ISM), ao La Vanguardia.

Nos homens, foi demonstrado que as ejaculações fazem a próstata trabalhar como glândula, o que beneficia seu bom tônus a longo prazo, relata o veículo especializado Healthline.


Além disso, o processo ejaculatório previne certos tipos de infecções prostáticas e alguns tipos de câncer.

Nas mulheres, a saúde sexual é impactada pela masturbação devido ao impulso orgásmico que favorece a manutenção vaginal, o que se reflete nas mucosas, tecidos e assoalho pélvico. 

Soma-se a isso o aumento do fluxo sanguíneo, que pode favorecer o tônus e o controle.

Não tomar banho para se tornar atraente vira tendência entre os jovens: existe alguma base científica?

— Uma mulher saudável a nível genital é uma mulher que também desfruta dessa resposta orgásmica — destaca o sexólogo Rodríguez.

Vício em masturbação? Pode ser que não

Na esfera íntima e levando em consideração a particularidade de cada corpo, não existe uma frequência "normal". Mas existem, sim, alguns sinais que permitiriam identificar se isso está se tornando um problema.

Esta é a lista proposta por Fernando Rosero Mera, médico sexólogo clínico da Universidade de Barcelona, na Espanha, especialista no diagnóstico e tratamento de dificuldades e disfunções sexuais:

- A necessidade de se masturbar de maneira incontrolável, por exemplo: realizá-la em situações ou contextos inapropriados, tais como locais públicos, trabalho, sala de aula ou na frente de outras pessoas, etc.

- Impossibilidade de passar um período prolongado sem recorrer à masturbação.

- Aparecimento de lesões na região genital: irritação, inchaço, inflamação, vermelhidão, lesões no freio e dores ou incômodos nas mãos e punhos.

— A masturbação não tem efeitos físicos nem emocionais prejudiciais. De fato, traz uma série de benefícios para a saúde física e mental, como aliviar o estresse, ajudar a se sentir bem com o próprio corpo e inclusive aliviar as cólicas menstruais. Além disso, é o sexo mais seguro que existe: não há risco de engravidar nem de contrair uma IST — assegura na mesma linha a Planned Parenthood em seu portal na internet.

Afeta a fertilidade?

Patricio C. Gargollo, médico urologista da Mayo Clinic, respondeu que isso é improvável.

— Segundo determinados dados, a qualidade ideal do sêmen é obtida após dois ou três dias sem ejaculação. No entanto, outras pesquisas sugerem que os homens que têm esperma de qualidade normal mantêm a motilidade e as concentrações de espermatozoides normais, mesmo quando ejacula diariamente — afirmou.

Além disso, o esperma tem apenas 74 dias de vida, independentemente de ser expelido ou não. Embora a frequência da masturbação possa aumentar na velhice, como registraram estudos sobre o tema, há outras pessoas para quem o ato do autoprazer cai em declínio com os anos.

Para a terapeuta, sexóloga e massoterapeuta tântrica, Ane Criss Baronesa, a descoberta do toque e das 'Mil' sensações maravilhosas através da masturbação feminina nem sempre é para todas. Para muitas mulheres a masturbação ainda é um grande tabu. Além de você conhecer as suas partes íntimas e o grau de sensibilidade que te leva ao total êxtase, a masturbação feminina faz com que hoje hormônios neurotransmissores, como a dopamina que é responsável pelo prazer, a ocitocina que reduz ansiedade, a endorfina que é analgésica e relaxante, e a proctalina associada a indução do sono entrem em ação. 

Além dos benefícios na saúde a masturbação feminina tem ação analgésica nas cólicas menstruais e na TPM e é a  verdadeira academia pélvica, tonificando a musculatura do assoalho pélvico e em pleno ato da masturbação faz aumentar o fluxo sanguíneo, mas o mais importante é o autoconhecimento e a conexão com o teu próprio corpo.

Há várias formas de se masturbar até você encontrar a que é melhor e que te dá mais prazer. Pode ser a manual ou através da nova tecnologia (com aparelhos eletromecânicos e eletrônicos) e das antigas que é o masturbador normal ou os novos masturbadores que vêm com vibrações. 

- Agora vou te contar uma grande curiosidade que quase ninguém sabe. Freud o pai da psicanálise viu que as mulheres ao massagear sua genitália (elas eram chamadas de 'histéricas') médicos viam que aquela sensação passava totalmente e essas mulheres ficavam aliviadas, assim que nasceu o primeiro masturbador - explicou Baronesa.

- Algumas precisam de uma ajudinha de um filme pornô, de escutar uma voz masculina, um sussurro, um gemido para que haja um incentivo maior, e geralmente isso acontece com as mulheres que tem mais dificuldade em sentir prazer ou chegar ao êxtase. 

Como sexóloga, terapeuta tântrica e massagista tântrica (sim, me orgulho e adoro), afirmo que mesmo assim, com tudo isso se você não conseguir chegar ao êxtase sozinha ou com o parceiro procure uma profissional para que ela possa estar te ajudando, porque isso é muito importante para que você possa ter uma vida plena em todas as áreas da sua vida e eu estou aqui para ajudá-las. Isso não é supérfluo, é uma necessidade extrema do corpo, - concluiu a terapeuta e sexóloga.

Mas, o importante é você se sentir bem, fazendo ou não!!!


Pesquisa: Pery Salgado (jornalista)
Fotos: Ane Criss Baronesa (terapeuta, sexóloga e massoterapeuta tântrica), Elaine Teles (terapeuta e escritora) e arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES