sábado, 31 de outubro de 2026

31 de outubro: DIA DAS BRUXAS (HALLOWEEN) E DIA DO SACI


"Somos fadas, somos bruxas, somos simplesmente mulheres com nossas vassouras varrendo a maldade, com nossos caldeirões transbordando magia, amor e emoção" 

DIA DO SACI E DIA DAS BRUXAS (HALLOWEEN)

Estrangeirismo à parte (o brasileiro adora cultuar os costume e falas de fora, menosprezando o que está ricamente aqui dentro), 31 de outubro é comemorado o Dia das Bruxas ou Halloween, mas nem todos sabem que também é comemorado o Dia do Saci.

A data homenageia o Saci-Pererê, figura mitológica do imaginário folclórico brasileiro.

O Dia do Saci foi criado com o intuito de ajudar a valorizar o folclore nacional, ao invés do Dia das Bruxas (Halloween), que é celebrado no mesmo dia e que nada tem a ver com a cultura do Brasil.

Origem do Dia do Saci

Com o objetivo de fazer resistência à cultura norte-americana, a Comissão de Educação e Cultura elaborou o Projeto de Lei Federal nº 2.479, de 2013, que institui o 31 de Outubro como sendo o Dia do Saci.

No entanto, em São Paulo, a Lei nº 11.669, de 13 de Janeiro de 2004, já oficializava o dia 31 de Outubro como Dia do Saci no estado.

Várias outras cidades também já decretaram leis que oficializam a data, com o mesmo intuito de reforçar a cultura e folclore nacional. De acordo com a lei:

“Entendemos que a comemoração anual do “Dia do Saci” permitirá um contato sistemático com a variedade e a beleza das tradições do País, de modo a fortalecer o processo de consolidação da identidade nacional bem como a auto-estima do povo brasileiro”.

Outra data que também celebra o Saci-Pererê, assim como todos os outros personagens míticos da cultura brasileira é o Dia do Folclore.

Dia do Saci x Halloween

Como dito, o Dia do Saci surgiu como uma alternativa ao Halloween, uma celebração baseada na cultura norte-americana. O objetivo é conscientizar a população sobre a rica variedade cultural do folclore brasileiro.


A Lei n.° 2.479, de 2003, diz que:

“A data escolhida, 31 de outubro, dia em que se festeja o Halloween, “Dia das Bruxas”, nos Estados Unidos, parece-nos pertinente. A comemoração do Halloween no Brasil – como tantas outras celebrações da cultura norte-americana de forte apelo comercial – tem atraído cada vez maior número de jovens e crianças. Criar, na mesma data, o “Dia do Saci” é, portanto, uma forma de se oferecer à juventude brasileira a alternativa de festejar as manifestações de sua própria cultura.”

Atividades para o Dia do Saci

Ao invés de sair pelas ruas fantasiado com as roupas típicas do Halloween norte-americano, no Dia do Saci as pessoas podem optar por fantasias que caracterizem os seres sobrenaturais do folclore brasileiro, como o Saci-Pererê, a Matinta Pereira, o Curupira, a Caipora, entre outros.

Entre algumas das atividades interessantes para partilhar com as crianças no Dia do Saci, destaca-se:

- Contar histórias sobre as lendas nacionais;
- Fazer uma peça de teatro com o Saci-Pererê como personagem principal;
- Fazer desenhos do Saci e das demais figuras mitológicas da cultura brasileira;
- Recriar a lenda do Saci-Pererê, incentivando a criatividade das crianças.

A Lenda do Saci-Pererê

Há quem diga que a lenda do Saci surgiu no sul do Brasil, em meados do século XVII, onde as histórias populares narravam as travessuras de um pequeno índio de rabo que assustava os animais e destruía plantações.

Porém, quando a lenda chegou ao norte do país, as características do personagem mudaram. Passou a ser negro, usar um gorro vermelho e a fumar um cachimbo (por influência da cultura africana na região). A lenda também descreve o Saci como tendo apenas uma perna, pois a outra teria perdido em uma luta de capoeira.

A lenda do Saci-Pererê é transmitida ainda hoje de geração em geração nas comunidades rurais do Brasil, principalmente.

O mito ficou conhecido nas grandes cidades do país e internacionalmente graças aos livros de Monteiro Lobato, com destaque para “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, que teve sua adaptação para a TV e tornou as histórias do Saci conhecidas em todos os cantos do Brasil.

Conheça a origem do HALLOWEEN


O Dia das Bruxas (ou Halloween) é dia 31 de outubro. A sua tradição é bastante forte em países como Estados Unidos, Irlanda e Canadá, onde as crianças fantasiadas de forma assustadora batem de porta em porta a fim de ganhar doces.

A festa se popularizou um pouco por todo o mundo. No Brasil, a sua comemoração remonta há cerca de 20 anos, tendo sido disseminada principalmente pelas escolas de línguas. Mas, aqui também foi instituído o Dia do Saci, como o maior intuito de valorizar o nosso folclore.

Origem do Halloween

O Halloween teve origem com o povo celta, que celebrava o festival de Samhain, ocasião em que se acreditava no retorno dos mortos à Terra.

Nessa ocasião, cuja festa durava 3 dias (com início no dia 31 de outubro), se agradecia a abundância das colheitas do ano e a transição para o início de um novo ano no primeiro dia de novembro.

Para afastar os espíritos, as pessoas acendiam fogueiras e muitos utilizavam máscaras para não serem reconhecidas.

Segundo estudiosos, como era uma festa pagã, no século VIII o papa Gregório III alterou o calendário na tentativa de atribuir à festa o caráter religioso, através da mistura das datas.

Assim, o Dia de Todos os Santos, antes comemorado no dia 13 de maio, passou a ser no dia 1º de novembro, antecedendo o que passou a ser All Hallows' Eve. O termo Halloween então é resultado da junção das palavras hallow e eve, que significam respectivamente “santo” e “véspera”.

Tradições do Halloween: doce ou travessura?

Dentre as atividades mais comuns encontra-se a prática norte-americana do “doce ou travessura” (trick or treat, em inglês).

A brincadeira, que surgiu nos Estados Unidos, consiste em andar fantasiado pela vizinhança e bater de porta em porta dizendo a tal frase à espera de receber doces, caso contrário é feita uma travessura a quem negar dar guloseimas.

Apesar de a brincadeira não ser comum no Brasil, nesse dia há festas temáticas para adultos e crianças.

As fantasias mais escolhidas estão relacionadas com bruxas, esqueletos, vampiros, zumbis, etc. Além dos trajes, as pessoas costumam se maquiar, com o objetivo de ficarem com o aspecto mais assustador possível.


A decoração envolve os tons de preto, laranja e roxo com símbolos alusivos à comemoração.

Símbolos do Dia das Bruxas

Há símbolos que estão sempre presentes, porque remetem ao sombrio: abóboras com recortes, bruxas, vampiros, morcegos, aranhas, fantasmas, caveiras, gatos pretos, velas, zumbis, e as cores laranja, preto e roxo.

As abóboras com velas acesas servem para iluminar o caminho dos mortos. O seu uso surge da modificação de uma lenda irlandesa, a lenda de Jack O' Lantern, alma de um homem que não foi aceito nem no céu, nem no inferno e que, assim, andava a vaguear na terra, iluminando as noites com um nabo.

Sendo o Dia do Saci, ou Dia das Bruxas, o importante é a diversão sadia, portanto, DIVIRTAM-SE!



Pesquisa: Jornalista Pery Salgado
Fotos e imagens: arquivo CULTURARTE e participação de Arianna Blake
Participação musical: LILITH'C https://www.youtube.com/@LilithC_oficial/videos
Realização: PR PRODUÇÕES








sexta-feira, 30 de outubro de 2026

CULTURARTE 321 - outubro de 2026 (terceira edição)

CULTURARTE 321
outubro de 2026 (terceira edição)



- 31 de outubro: DIA DAS BRUXAS, DIA DO SACI, O HALLOWEEN BRASILEIRO
- Não queimaram bruxas, queimaram Mulheres!!!
- A origem do Halloween e entrada da figura do Saci na festa brasileira!
- Você sabe o que é uma Bruxa?
- Você conhece as Morganas?
- "Nós somos as Netas das Bruxas que eles não conseguiram queimar!!!

Uma edição super especial com tudo sobre o Halloween e a brasilidade na festa, já circulando nas versões on line e revista eletrônica na terceira edição de outubro do INFORMATIVO CULTURARTE.










quinta-feira, 29 de outubro de 2026

SOBREVIVI A VÁRIOS RELACIONAMENTOS TÓXICOS. VIOLENTADA PELO PAI E LIMITADA NO RESTANTE DA VIDA.


Ela é linda, SEMPRE teve um sorriso encantador. É líder religiosa, Psicanalista e traz para pessoas (corpos e almas), sensações de paz e bem estar. Kelly é mamãe de duas lindas meninas. Bem de vida, é abençoada por Deus. Mas nem sempre foi assim. E resolveu abrir seu coração e expor todo seu drama, e escolheu o CULTURARTE para literalmente dar seu testemunho: "Quero ajudar as pessoas, para que não passem por tudo que eu passei", disse Kelly ao jornalista Pery Salgado, pela primeira vez em 1º de junho de 2021 (https://culturarteenpr.blogspot.com/2021/05/fui-violentada-no-corpo-e-na-alma-pelo.html), em uma das matérias de maior repercussão nestes 22 anos do CULTURARTE. 


"Amo as reportagens de vocês e quero contribuir, ser exemplo para outras pessoas, principalmente o que escrevem para outras mulheres", concluiu.


Kelly Meneses Martins é Pastora em Maricá (RJ). Para nós, uma honra abrir nossas páginas para mais uma vez não só recordar seus relatos, mas para ouvir novos, de mais superações em sua atribulada vida. 


Para nossos leitores e para nossas leitoras principalmente, um grito de alerta. Esta é apenas a primeira matéria. Virão outras depois, com mais informações, mais detalhes. Será de grande importância para todos.


A VIOLÊNCIA EM MINHA VIDA

Desde pequena, eu sempre ouvi as seguintes frases: "se comporta, não senta assim, não coloque saia sem short, não entra no carro de estranho, não aceita nada de estranho, não deixa ninguém mexer debaixo de suas roupas, cuidado com os meninos é etc..."


Mas a vida às vezes parece ser irônica, e nos prega peças, essas peças que saem do nosso quebra cabeça e depois não encaixa mais, e sabe porque ? Você não quer encaixar! Você não quer mais jogar esse jogo... 


Os estranhos (???) "era na verdade tão conhecido !!!", pois é, ele era tão conhecido meu, tão íntimo meu, tão marido da minha mãe, pai dos meus irmãos e ... meu PAI!!!


Sim, o meu pai, aquele que escolheu o meu nome, que se casou com minha mãe, que ajudou a me procriar e a me criar, que me carregou no colo por diversas vezes, que eu chamava de Pai, que eu sonhava que ia ser meu herói, que cuidaria de mim, que iria me proteger dos estranhos, ele quis me conhecer muito mais do que deveria...


Ele quis ser mais do que poderia, fazer mais do que eu achei que ele faria. Minha saga, meu drama começou cedo, mais cedo do que eu imaginava, aliás, o que poderia imaginar uma criança, de apenas 5 ou 6 anos, ainda na primeira infância? 


Cinco anos eu tinha ou talvez 6, e o meu conhecido aproveitou que minha mãe havia saído e disse que ia brincar comigo! 


Essa brincadeira durou anos, e aos 11 anos eu fugi de casa e fui para casa da minha madrinha. Infelizmente, minha realidade era ter que voltar para casa e continuar convivendo com o meu conhecido.


Não!!! Não foi o estranho não! Foi ele, o meu conhecido, ele que me conhecia desde antes de eu nascer! 


É muito louco, é uma revelação terrível, que dói minha alma até hoje. Sim, eu fui estuprada pelo meu pai várias vezes até os meus 11 anos de idade.


Aos 16 anos tentei suicídio, mas hoje eu sou uma #Resiliênte.


Pensei estar liberta! SOBREVIVI literalmente ao caos. Vive aparentemente bons anos de vida.


VIVER COM UM NARCISISTA 

Mas quando pensei que minha vida seria nova, acolhida, acarinhada, respeitada, sem sentir fui entrando em um relacionamento tão tóxico quanto o que vivi na adolescência.


"Viver com um narcisista é como dormir abraçada à morte: ela te beija devagar, te suga a vida em goles pequenos, sem pressa, sem alarde. A doença não começa no corpo, começa na alma. 

Primeiro te faz acreditar que você é pequena demais, depois te convence que não merece o básico: respeito, afeto, paz. 

E você, sem perceber, vai se encolhendo, se calando, deixando de existir em pedaços. Mas não se engane: isso também é um câncer. Não aquele que a medicina aponta nos exames, mas o que se aloja na emoção e corrói por dentro. O corpo sente, o coração desanda, a pele fala. 

O que o narcisista não mata de imediato, a doença emocional continua roendo em silêncio. Eu digo: não permita que seu corpo adoeça por carregar amores que mais parecem prisões. Viver com um narcisista é morte lenta, é exílio de si mesma.

Quem ama de verdade não precisa sugar, não precisa controlar, não precisa anular. Escolha viver antes que a vida decida cobrar em forma de dor.

A liberdade também é remédio, e o amor-próprio é o antídoto contra qualquer veneno."

Hoje estou livre, me formei, e cuidando de mim, posso também de outros.


Relatos e fotos de Kelly Meneses Martins (Psicanalista, Teóloga, Conselheira em Dependência Química. Uma mulher de Fé!)
Diagramação e inserções: Pery Salgado (jornalista)
Realização: PR PRODUÇÕES