quarta-feira, 25 de março de 2026

CULTURARTE 306 - março de 2026 (segunda edição)

CULTURARTE 306
março de 2026 (segunda edição)



- Ainda comemorando o Mês da Mulher, o CULTURARTE traz matérias fantásticas
- ADRIANA RODRIGUES MONTEIRO, Gata Verão 2026 e Musa da Região dos Lagos 2026. Mariana Araújo é a Gata Verão Plus Size 2026
- Um belíssimo texto de Simone de Beauvoir, ENVELHECI À FRANCESA: sem alarde, sem ruptura, apenas deixando o tempo passar
- Os 90 anos de Carlos Alberto de Nóbrega, o herdeiro do banco mais famoso do Brasil
- "A tóxica era eu... mas eu renasci!!!, um texto inspirador

Tudo isso na segunda edição de março do INFORMATIVO CULTURARTE, já circulando nas versões on line e revista eletrônica










terça-feira, 24 de março de 2026

O adeus a Juca de Oliveira: Arte brasileira se despede de um de seus maiores mestres

No domingo 22/03, o Brasil se despediu de Juca de Oliveira em cerimônia marcada por emoção de familiares e colegas; mestre da dramaturgia deixa legado após 70 anos de carreira


O cenário cultural brasileiro amanheceu em luto  com a perda de Juca de Oliveira. O ator, dramaturgo e diretor morreu na madrugada de sábado (21/03), aos 91 anos, em decorrência de uma pneumonia associada a complicações cardiológicas. Juca estava internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês desde o dia 13 de março. Após um velório movido por homenagens na Funeral Home, o corpo do artista foi sepultado na tarde deste domingo (22/03), no Cemitério do Araçá, na região central de São Paulo. A cerimônia de despedida reuniu uma legião de amigos, familiares e ícones da televisão e do teatro, que prestaram as últimas honras ao imortal da Academia Paulista de Letras.

Emoção entre amigos e o reconhecimento de uma trajetória sólida

Durante o velório e o sepultamento, nomes como Bárbara Paz, Regina Braga, Drauzio Varella e Adriana Lessa — que viveu momentos marcantes com Juca na novela O Clone — fizeram questão de exaltar o rigor artístico do veterano. A filha única do ator, a produtora Isabella Faro de Oliveira, emocionou os presentes com uma fala breve e potente: “Ele soube viver”. A gratidão também foi o tom das falas de colegas de palco, como Natallia Rodrigues, que agradeceu ao mestre por ter lhe mostrado “lindos caminhos artísticos” durante a montagem de A Flor do Meu Bem-Querer, em 2022.


A despedida no Cemitério do Araçá foi marcada por um silêncio respeitoso, interrompido apenas pelas salvas de palmas que celebraram os mais de 70 anos de dedicação de Juca às artes cênicas. Do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) ao estrelato na TV Globo, Juca de Oliveira não foi apenas um intérprete, mas um intelectual que pensou o Brasil através de seus textos e personagens.

Um legado que atravessa gerações: do Dr. Albieri à Academia

Juca de Oliveira deixa um vazio imensurável, mas um acervo que permanece vivo. Formado pela Escola de Arte Dramática (EAD), ele estreou como protagonista em 1961 e nunca mais parou. Na televisão, imortalizou figuras como o Dr. Albieri e o emblemático João Gibão, de Saramandaia. No teatro, sua atuação era pautada pelo compromisso com a cultura nacional, sendo autor de diversas peças de sucesso que exploravam a política e a ética social.

Mesmo aos 91 anos, o vigor de Juca era evidente: o ator partiu com duas de suas obras ainda em cartaz na capital paulista, provando que sua mente e seu talento permaneceram produtivos até o fim. Ele deixa a esposa, a musicista Maria Luiza de Faro Santos, com quem foi casado por mais de cinco décadas, e a filha, Isabella. A família agradeceu, por meio de nota, todas as manifestações de carinho, ressaltando que a trajetória de Juca foi, acima de tudo, um ato de amor à arte brasileira.





REAJA, VOCÊ É LUZ!!!

 A PR PRODUÇÕES através do CULTURARTE vem homenagear nossas lindas e valorosas mulheres (de todas as classes sociais, profissões, idades...) no mês que é dedicado à elas (o que para o jornalista Pery Salgado, é um verdadeiro absurdo, pois segundo ele, a MULHER tem que ser homenageada e reverenciada TODOS OS DIAS DO ANO e durante toda a sua existência).


E durante todo o mês, falaremos destas mulheres, contaremos suas histórias, apresentaremos seus pensamentos, suas lutas, suas dores e superações como sempre fizemos e continuaremos fazendo nos 21 anos do CULTURARTE.

Nesta matéria trazemos para nossas leitoras mais uma reflexão e um desafio: quantos embates você já teve em sua vida? Quantas vezes pensou em desistir? Mas você já entendeu o seu tempo, o seu poder? Às vezes você perde as forças, perde a garra? Por favor, NUNCA DESISTA. REAJA, POIS VOCÊ É LUZ!!!


A sabedoria de viver é a procura da correção dos erros cometidos, a procura dos novos acertos.


Procura melhorar-te um pouco a cada dia, transformando cada experiência em uma lição para o teu aperfeiçoamento.


O que a história valoriza não são aqueles que buscaram agradar à todos mas sim aqueles os que tiveram coragem de viver suas próprias vidas.


Não esconda teu verdadeiro eu para ser aceito.


Lembra-te: viver para evoluir é melhor do que viver para agradar.


E tudo será no tempo certo. Mas o que é o tempo? Ah, o tempo...


Só ele tem este traquejo de desmascarar as aparências, de revelar as mentiras e de exibir o verdadeiro caráter! 


Deixe claro para os "seus amigos": destrua-me com a verdade, mas não me engane com mentiras!


FAÇA! Mesmo que ninguém veja.


SORRIA! Mesmo que não retribuam.


PERDOE! Mesmo que não mereçam.


O AMOR é uma semente que você planta na vida do outro, mas a colheita sempre SUA!


Às vezes não ter o que queremos, nos redireciona para o que realmente nos pertence ou merecemos!


Nunca esqueça: o que temos e/ou recebemos, é sempre pelo nosso merecimento, seja para o mal quanto para o bem. Portanto, faça o bem, o maior beneficiário será sempre você!


O universo sempre conspira à nosso favor!


E para você nunca esquecer: o teu lugar é onde te respeitam, onde teu esforço é valorizado e a tua opinião é ouvida.


É onde você se sente confortável para expressar-se sem medo de sofrer penalizações sobre isso!


Então, REAJA, VOCÊ É LUZ!


Texto: Compilação e diagramação Pery Salgado (jornalista)
Imagens: arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES





segunda-feira, 23 de março de 2026

"Envelheci à francesa: sem alarde, sem ruptura, apenas deixando o tempo assentar" por Simone de Beauvoir

A PR PRODUÇÕES através do CULTURARTE vem homenagear nossas lindas e valorosas mulheres (de todas as classes sociais, profissões, idades...) no mês que é dedicado à elas (o que para o jornalista Pery Salgado, é um verdadeiro absurdo, pois segundo ele, a MULHER tem que ser homenageada e reverenciada TODOS OS DIAS DO ANO e durante toda a sua existência).


E durante todo o mês, falaremos destas mulheres, contaremos suas histórias, apresentaremos seus pensamentos, suas lutas, suas dores e superações como sempre fizemos e continuaremos fazendo nos 21 anos do CULTURARTE.

Nesta matéria trazemos para nossas leitoras mais uma reflexão e uma pergunta: VOCÊ ESTÁ PREPARADA PARA ENVELHECER? VOCÊ SABE COMO ENVELHERCER?

No belíssimo texto abaixo da grande escritora francesa Simone de Beauvoir ela explica com detalhes como passar com dignidade por esse processo. Aprenda!!!

“Envelheci à francesa: sem alarde, sem ruptura, apenas deixando o tempo assentar.

O corpo se aproveitou da minha distração.

Não sei quando foi que decidiu envelhecer, porque fez isso de forma silenciosa, quase elegante. 

Um dia eu era movimento, urgência, promessa. No outro, continuidade. 

Não houve um aviso claro, nem um momento exato. 

O corpo foi mudando enquanto a mente seguia intacta, cheia de planos, curiosidades e vontades. 

As mãos ganharam histórias, o rosto aprendeu novos mapas, e o espelho passou a refletir alguém que não chegou de repente, mas foi se tornando. 

O envelhecimento não bateu à porta; entrou enquanto eu estava ocupada vivendo.

Há algo de delicado nisso. O corpo não traiu, apenas acompanhou o tempo. 

Ele desacelerou onde antes corria, pediu cuidado onde antes exigia força. Não perdeu dignidade, ganhou linguagem. Cada mudança passou a comunicar experiência, não declínio.

Envelhecer à francesa é aceitar que o tempo não precisa ser combatido, apenas compreendido. 

É permitir que o corpo mude sem que a essência se perca. 

A mente continua curiosa, o olhar atento, o coração disponível. 

O corpo envelhece, sim, mas o faz com uma elegância silenciosa, como quem sabe que viver é transformar-se sem pedir licença.”

Texto: baseado na obra 'Velhice' de Simone Beauvoir (foto abaixo)
Imagens: arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES