terça-feira, 21 de julho de 2026

Por que relacionamentos entre duas mulheres são tão intensos?

 Jovens lésbicas trouxeram essa discussão nas redes sociais, com pontos interessantes para refletir sobre as relações 

Você já deve ter escutado a brincadeira de que “lésbicas são emocionadas”. A influenciadora Miwa (foto abaixo), que fala sobre relações internacionais nas redes sociais, e também é conhecida como “lésbica de RI”, levantou essa discussão com seus seguidores algumas semanas atrás. No vídeo, ela questiona: por que relacionamento entre duas mulheres são tão intenso? “Essa é uma pergunta real e genuína de mim, uma mulher que se relaciona com outras mulheres”, diz. 

Ela descreve que a relação e o sentimento parece “tão intenso que ela vai explodir” e nem sempre isso é bom. “Não existe love bombing sapatão, é apenas um dia”, brinca, mas depois aponta que esse é, sim, um problema. O love bombing é um “bombardeio de amor”, ou seja, quando alguém dá uma dose enorme de atenção e carinho no começo, mas depois cansa. 

O problema para identificar essa armadilha é que ela pode ser confundida com paixão, que é um sentimento arrebatador. E, quando acontece com casal de mulheres, que é comum que a dinâmica da relação seja mais intensa mesmo, pode ser ainda mais difícil identificar. 

MAS POR QUE É TUDO TÃO INTENSO E RÁPIDO NO RELACIONAMENTO ENTRE DUAS MULHERES? 

Para Miwa (foto abaixo), uma das explicações para isso é que “duas mulheres se entendem num nível quase espiritual, muito mais do que um homem e uma mulher”. “Porque temos diferenças fundamentais,  e eu não estou falando de biologia, estou falando de sociedade”, explica. A estudante de RI destaca que existe uma diferença muito grande em como homens e mulheres são criados, e isso faz com que seja muito difícil que um homem se identifique 100% com um experiência feminina, assim como uma mulher não vai se identificar com questões específicas de uma vivência masculina. 

E está tudo bem, relacionamento (héteros) dão certo apesar disso ou por causa disso, mas por isso, às vezes, eu acho que é muito mais demorado um homem e uma mulher pegarem uma intimidade assim, comparado com duas mulheres”, afirmou.

A estudante de psicologia Mariana Amaro (foto acima) também abordou o tema em um vídeo no TikTok, expressando sua opinião, a partir de suas vivências também. Ela lembra que, apesar das relações entre mulheres terem dinâmicas em comum, é preciso lembrar que cada indivíduo é único e tem experiências individuais. Tem pessoas que vão querer começar relações mais rápido, outras com mais calma. 

"Mas não podemos ignorar esse discurso que é muito presente que relações entre duas mulheres são muito intensas, começam muito rápido, está namorando há um mês e já moram juntos, já adota gato. A gente não vê esse padrão acontecendo muito em relacionamentos heterossexuais".  

Segundo Mariana, não podemos ignorar também um fator social e cultural que interfere nessa questão: a forma de socialização entre mulheres e homens é totalmente distinta. 

A forma como uma mulher se desenvolve na sociedade e passa pelo processo de subjetividade, entende o mundo, se comporta no mundo é completamente diferente da de um homem”, explica. Ela ressalta que as mulheres são ensinadas, desde cedo, a colocar o amor romântico no centro da vida. Já os homens não são estimulados a falarem sobre seus sentimentos e a serem vulneráveis. 

Quando pegamos duas pessoas, que por mais que sejam diferentes, por serem do mesmo gênero tiveram o processo de socialização e produção de subjetividade muito mais parecido do que se fosse um homem e uma mulher. Então, é claro que teremos uma dinâmica diferente, mais vulnerável, intensa e verdadeira”, diz. 

Na opinião de Mariana, segundo o que ela vivencia e escuta de amigas, as relações sáficas são mais verdadeiras porque as mulheres conseguem ser mais transparentes e verdadeiras quando se relacionam com outras mulheres. 

De acordo com ela, nos relacionamentos héteros, há mais joguinhos, enquanto a amizade, algo muito importante em relações amorosas, está mais presente em casais sáficos (confira matéria sobre o que é ser SÁFICA, acessando https://culturarteenpr.blogspot.com/2026/07/voce-sabe-o-que-e-uma-pessoa-safica.html).

Em um mês com uma mulher, você descobre muito mais de uma mulher do que se você estivesse em um dinâmica heteronormativa”, opina, lembrando que isso não é necessariamente uma regra. 


Pesquisa: Pery Salgado (jornalista)
Imagens: arquivo CULTURARTE
Participação especial: Suel Ribeiro e esposa (foto acima)
Realização: PR PRODUÇÕES








segunda-feira, 20 de julho de 2026

"NEM TODA FEIRA É MEDIDA PELAS VENDAS": RHÓ CROCHÊ CELEBRA O DIA DA AMIZADE!

 SALVE TODOS OS ARTESÃOS. CELEBREMOS O DIA DA AMIZADE!


"Nem toda feira é medida pelas vendas. Existem dias em que o lucro é pequeno, o cansaço é grande e os bastidores exigem mais do que imaginamos.

Mas é justamente nesses dias que percebemos o verdadeiro valor de fazer parte de um coletivo. Cada conversa, cada gesto de apoio, cada sorriso e cada palavra de incentivo nos lembram que ninguém caminha sozinho.

Neste Dia da Amizade (20 de julho), minha gratidão à todos os artesãos e artesãs que dividem espaço, sonhos, desafios e conquistas. Obrigada por transformarem cada feira em um lugar de acolhimento, respeito e novas amizades.

Que nunca nos falte união, porque o maior presente que levamos para casa, muitas vezes, não cabe na bolsa de vendas... 'cabe no coração'.

Feliz Dia da Amizade!

Gratidão à todos os amigos que me apoiaram quando iniciei no artesanato de forma profissional e aos que ganhei nos eventos..."









VOCÊ SABE O QUE É UMA PESSOA 'SÁFICA'? Josy Macedo esclarece

Você já deve ter escutado o termo ‘sáfica’ por aí na internet. Se você ainda não entendeu muito o que ele quer dizer ou qual é a diferença para a palavra ‘lésbica’, vem cá que nós te explicamos!

A palavra “sáfica” faz referência à poeta Safo (imagem abaixo), que viveu no século 6 a.C. na ilha grega de Lesbos (daí que também veio a palavra ‘lésbica’).  Em seus escritos, ela explorava questões sobre gênero, sociedade e o amor entre mulheres.  

Enquanto lésbica é usada para se referir a mulheres que sentem atração apenas por outras mulheres, sáfica diz respeito a todas mulheres que sentem atração por outras mulheres – independente se também se atraem por homens, no caso das bissexuais, ou não. 

O termo, que abrange mais orientações sexuais que sentem atração por outras mulheres, tem se difundido na internet. É comum, por exemplo, se deparar com listas de livros ou filmes com personagens sáficos.

Para compreender a diferença entre ser sáfica e lésbica, e a história por trás do termo, Josy Macedo (Digital Influencer e Empreendedora - não monogâmica) fez um vídeo sobre o assunto. Confira:



Josy Macedo é criadora de conteúdo, Digital Influencer e empreendedora
Diagramação e pesquisa: Pery Salgado (jornalista)
Realização: PR PRODUÇÕES







domingo, 19 de julho de 2026

A VIDA COMEÇA QUANDO A GENTE QUER! com Célia Tavares


 Mais uma figura pública e querida da nossa Maricá (RJ), COMPLETOU ANIVERSÁRIO em 29 de junho passado e como temos a certeza de que a vida começa quando nós queremos, até porque muitas dizem que a vida começa aos 40, outras aos 50, algumas aos 60, o que deve acontecer é justamente isso, precisamos ter a certeza de que nossa vida começa quando nos encontramos, quando começamos a nos respeitar, a nos AMAR, e ela, apesar de todos os problemas pelos quais tem passado recentemente, ela não desiste, ela tem garra, ela é impar, literalmente uma verdadeira guerreira.

Linda, literalmente um mulherão, presenteamos nossa querida CÉLIA TAVARES com este texto perguntando: QUANDO A VIDA REALMENTE COMEÇA???

Então, como nunca entendi a expressão “a vida começa aos 40, ou 50...”, e não há como alguém compreendê-la de fato até atingir as fatídicas quatro décadas, ou até ser atingido por elas, como é mais provável. O corpo não acompanha mais a vontade, e as noitadas nos cobram, em dose dupla de ressaca, o preço da farra, nos privando da boemia costumeira que nos permitia cumprir com maestria a árdua missão de sair dois dias seguidos.

Uma simples caminhada é agora um exercício físico diário recomendado pelo médico, e mesmo assim difícil de pôr em prática; palavras e expressões nunca antes mencionadas, como “reeducação alimentar”, “pilates” e até “geriatria” passam a fazer parte do seu vocabulário; emagrecer, não pela estética, mas para equilibrar as taxas, já é um dos maiores e mais dolorosos desafios da humanidade.

Até sua agenda passa a ter mais contatos de profissionais de saúde do que de amigos; visitas à farmácia são, afinal, a mais nova forma de encontrar a sua galera, lugar que também passa a oferecer uma variedade imensa de produtos quase bélicos contra o envelhecimento natural, com suas rugas e linhas de expressão, sem falar nas invisíveis “ites”, cada vez mais frequentes e resistentes.

E de repente, aquela verdade incontestável, de que passei 40 anos fugindo, estava ali no espelho, no aparelho de pressão, e nos “trocentos” complexos exames que o médico passou.

Foi-se a época de se contentar com um hemograma completo, exame de fezes e de urina. Chegou a hora e a vez de vasculhar cada célula do meu organismo, com precisão milimétrica, e exigências preparatórias que vão muito além do simples jejum de 12 horas.

Em alguns casos, nem café ou chocolate, certas frutas, e até nozes, ora bolas, coitadas das nozes que em vários anos deixei de comer e agora mesmo é que não posso. Lembro que comi chocolate, pequeno pedaço, motivo de adiamento de metade dos exames marcados. Ainda assim, a coleta de sangue enche um, dois, três, até oito tubos, mesmo eu imaginando não ter sangue suficiente em meu braço para tanto.

Corre na esteira, dorme monitorada por um aparelho que espreme seu braço de 15 em 15 minutos, instante em que você precisa estar completamente relax, foda-se o que estiver fazendo, apesar de ter que ser realizado em um dia normal de sua rotina, que, é claro, nunca incluiu uma porra de um aparelho de pressão espremendo seu braço, até então.

Faz um eco, um eletro, compra metade da farmácia, tira o sal, tira o álcool, tira o dia pra pesquisar na internet uma possível análise do resultado dos exames, o que, certamente, só vai piorar o estado de saúde.

Mesmo sem pedir qualquer opinião, ouve especialistas de botequim que chutam diagnósticos variados, como se estivessem num bolão da mega-sena ou da Copa, indo desde “menopausa precoce” até a “síndrome do jaleco branco”, e é quando você percebe que não está só, porque eles também consultaram Dr. Google para chegarem a conclusões tão brilhantes.

E ainda que o médico desminta todos os diagnósticos que a internet, seus amigos, e até você própria se deu, e seja claro ao falar que “você não vai morrer disso; tem que arranjar outra coisa pra morrer”, está aceso o alerta. Até então, era como se o mundo pudesse acabar amanhã, mas você sobreviveria ileso. 

A finitude bate à porta e você se dá conta que precisa fazer um certo esforço pra que ela não entre com violência, para que chegue de mansinho, passe um longo tempo na varanda, apreciando a paisagem.

E da janela você vê, em letreiro luminoso, o aviso que reforça, a cada novo dia, aquela verdade incontestável, que deve ter dado origem à expressão “a vida começa aos 40” ou "a vida começa aos 50": a certeza da morte, talvez, seja o grande estímulo pra vida. Então pare de ler essa besteira, meu amigo e minha amiga, e viva, por que na verdade, A VIDA COMEÇA QUANDO A GENTE QUER!

E nossa querida CÉLIA TAVARES (parabéns) é um grande exemplo, de que a vida começa DIARIAMENTE e quando ela quer apesar das dores, mas com grandes superações, sempre servindo de exemplo e motivação para todas as pessoas, e principalmente para outras mulheres.

Que você brilhe cada vez mais, e que Deus ilumine cada vez mais a sua vida!

Texto: Pery Salgado (jornalista)
Modelo e fotos: Célia Tavares (educadora e servidora pública)
Realização: PR PRODUÇÕES