quinta-feira, 16 de abril de 2026

Miss Universo Uberlândia é presa em SP durante operação contra tráfico

LINDA E PERIGOSA: Modelo é apontada como integrante do núcleo financeiro de organização criminosa; foram bloqueados R$ 61 milhões em bens


A Miss Universo Uberlândia 2025, Sara Monteiro (36) foi presa pela Polícia Federal na quarta-feira (15/4), durante a Operação Luxury, que desarticulou uma organização criminosa interestadual envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ofensiva também resultou no bloqueio de R$ 61 milhões em bens.

Apontada como uma das principais investigadas, Sara integrava o núcleo financeiro da organização criminosa. Segundo as investigações, ela mantinha ligação direta com um dos líderes do grupo, atuando na ocultação da origem de recursos ilícitos e usufruindo de um padrão de vida elevado, com viagens internacionais, compras em lojas de alto padrão e uso de veículos de luxo.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Dalton Marinho, chefe da FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), a operação teve como foco atingir justamente esse braço financeiro da organização que a miss fazia parte. “Hoje nós combatemos pessoas envolvidas com a lavagem de dinheiro em prol dessa estrutura criminosa. São investigados que vivem com alto padrão econômico.”

A prisão foi realizada em São Paulo, onde a investigada estava morando recentemente, anteriormente ela morava em um condomínio de alto padrão na zona sul de Uberlândia, que também foi alvo de mandados de busca e apreensão. Sara detida na Superintendência da Polícia Federal.

A operação teve como epicentro a cidade de Uberlândia, onde foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão com foco no núcleo financeiro da organização criminosa.

Segundo Marinho, além dos operadores diretamente envolvidos no transporte e distribuição de drogas, as investigações priorizaram os responsáveis pela lavagem de dinheiro, que sustentavam a estrutura do grupo.

Os investigados ligados a esse núcleo mantinham alto padrão de vida, com imóveis em condomínios de luxo e veículos de alto valor, o que reforçou os indícios de movimentações financeiras ilícitas.

Operação em três estados

A Operação Luxury foi deflagrada em Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com atuação simultânea em Uberlândia, Uberaba, além da capital paulista e das cidades de Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre. Ao todo, 160 policiais cumprem 27 mandados de prisão sendo 22 preventivas e cinco temporárias, e 39 de busca e apreensão.

O trabalho investigativo teve início em abril de 2025, após a apreensão de 1,1 tonelada de maconha em Frutal. A partir desse caso, os agentes identificaram uma estrutura criminosa mais ampla. Desde então, as ações já resultaram na apreensão de 5,9 toneladas de entorpecentes.

Rotas para driblar fiscalização

As investigações apontaram que o grupo transportava drogas do Mato Grosso do Sul para a região Sudeste utilizando rotas alternativas, principalmente estradas rurais, com menor fiscalização.

Segundo Dalton Marinho, o esquema incluía veículos batedores, que seguiam à frente para identificar barreiras policiais, além de comunicação constante por antenas via satélite.

 Esse modelo logístico, conhecido como “rota caipira”, fazia com que viagens que normalmente durariam cerca de 16 horas se estendesse por até uma semana ou mais, estratégia usada para burlar as autoridades.

Prisões 

Durante a operação, houve tentativas de resistência por parte de alguns investigados, principalmente para atrasar o cumprimento dos mandados. Em alguns casos, foi necessário arrombamento de imóveis, mas sem confrontos violentos.

As forças de segurança atuaram em cerca de 13 pontos distintos, com seis prisões realizadas inicialmente nesses locais. No balanço geral, a operação contabiliza 24 presos, além do cumprimento de dois mandados dentro de unidades prisionais um no presídio de Assis (SP) e outro no presídio de Prata (MG).

 Ao todo, a Justiça expediu dois mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 41 mandados de busca e apreensão. 

Três mandados de prisão ainda não foram cumpridos, e os alvos são considerados foragidos. Mesmo assim, segundo o delegado a operação é considerada extremamente exitosa, com mais de 90% das ordens judiciais executadas.

O delegado destacou ainda que a maioria dos investigados possui antecedentes criminais, o que aumenta a complexidade das ações. 

A atuação integrada entre Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal foi apontada como fundamental para o sucesso da operação.








quarta-feira, 15 de abril de 2026

DIANA SIROKAI: "O PODER DE ACEITAÇÃO DO CORPO"


Diana Sirokai
 (30) representa o poder de aceitação do corpo, influenciadora e modelo, ela possui 1 milhão de seguidores em seu Instagram. 


As pessoas são atraídas pela forma de beleza diferenciada, dicas de beleza e recomendações de marcas que apõem o corpo e suas curvas.

Entretanto nem sempre foi um mar de rosas em sua vida, ela passou por problemas de confiança e auto-aceitação com seu corpo. 


O Instagram sempre demonstrou pessoas com corpos definidos, onde para Sirokai era um motivo de não se encaixar.

Porém depois de uma luta com aceitação e respeito por sua pessoa, ela sempre procurou incorporar mudanças nas visões que as pessoas tem do corpo ainda mais que a indústria da moda também passou por novas mudanças no quesito da beleza e de corpo.

Nascida na Hungria, Sirokai se mudou para Londres quando tinha 13 anos, não demorou muito e conseguiu seu primeiro trabalho como modelo aos 16 anos. 


Durante todo seu crescimento, ela sempre lidou com frustrações da insegurança de seu corpo.

Justamente por essa mudança e esse poder que conquistou em sua vida procura ajudar a todos que procuram aceitação de seu corpo.

Sempre que pode ela participa de eventos para estimular outras mulheres, principalmente as plus size, a se enxergarem e se aceitarem mais.

Diana entrou no Instagram em 2015 mas a mudança veio 2016 quando mudou seu estilo de comunicação.

Com 30 anos, Diana inspira mulheres de forma tão positiva tanto na indústria da moda como nas redes sociais da maneira que puder: mostrar à todas a importância de se sentirem dignas.

LIVRO "Como Posso Ser uma Modelo Plus Size: O Guia Que Eu Gostaria de Ter Recebido!"

"Olá, almas lindas! Tenho algo especial para compartilhar com vocês! Depois de sete anos incríveis como modelo freelancer em tempo integral, estou super animada para apresentar meu guia definitivo: "Como Posso Ser uma Modelo Plus Size: O Guia Que Eu Gostaria de Ter Recebido!"

Este guia foi inspirado na minha própria jornada na indústria da moda plus size. 


De capas de revistas a colaborações com marcas incríveis, aprendi tudo sozinha. 


E agora, quero compartilhar todas as minhas experiências, dicas e conselhos práticos com VOCÊS!

Este guia é para as sonhadoras e as determinadas, para aquelas que levam a sério a ideia de deixar sua marca na moda plus size. 

Seja você iniciante ou queira alavancar sua carreira, este guia foi feito sob medida para suas necessidades e níveis de experiência. 

Quer saber mais? Acesse https://pensight.com/x/dianasirokai

Veja mais fotos de Diana Sirokai acessando 


Pesquisa: Pery Salgado (jornalista)
Imagens: Diana Sirokai (modelo plus size internacional)
Realização: PR Produções





terça-feira, 14 de abril de 2026

O que é uma "pick-me girl" e por que esse conceito é péssimo para as mulheres!!!

O debate sobre a "pick-me girl" explodiu no mundo online recentemente. E quando começa o 'BBB', sempre tem uma participante acusada de ser assim. Nossa cultura tem alimentado isso em todos os sentidos: tanto no incentivo a esse comportamento, quanto à sua crítica. A hashtag #pickme no TikTok tem sido usada para denunciar esse tipo de comportamento – e talvez seja por isso que tem quase seis bilhões de visualizações (e contando) na plataforma.

"Ao aprender a definição do que é uma pick-me girl, e quase certo ao testemunhar esse comportamento, é fácil dar um veredicto rápido e implacável que colapsa as complexidades do feminismo. Mas nossa resposta negativa e instintiva ao fenômeno expõe um lado ainda mais sombrio da desigualdade de gênero, que reflete nossa própria crítica contra nós mesmas", falou a influenciadora Jessica Alderson.

Saiba mais sobre o que é uma pick-me girl, como o conceito aprisiona as mulheres em um ciclo de aprovação masculina e como se pode escapar das condições dentro das quais todo o discurso existe. 

O conceito é amplamente definido como uma mulher heterossexual que faz de tudo para impressionar os caras e fazer parecer que "não é como as outras garotas".

"O comportamento 'pick me' é usado para atrair as pessoas e depois mantê-las lá", disse Jessica Alderson, especialista em relacionamentos e cofundadora da So Syncd, à Refinery29.


"Elas querem que você pense que elas são únicas e que você não seria capaz de encontrar mais ninguém que seja tão especial quanto elas."

O comportamento pick-me pode envolver vestir-se de forma mais sensual na presença de homens, agir de forma mais flertante e brincalhona, gabar-se de riqueza e status e falar mal dos outros – tudo supostamente na busca da atenção masculina.

Uma maneira infalível de identificar uma pick-me girl é aquela pessoa que denuncia comportamentos estereotipados como femininos, como usar maquiagem, por exemplo, para parecer que "não é como as outras garotas".

Mulheres proclamando que "odeiam o drama que mulheres fazem" e que só têm amigos homens também é um comportamento típico de pick-me girl.

O comportamento pick-me também inclui concordar ou expressar pensamentos antifeministas para se alinhar (na realidade ou apenas em sua mente) com os homens. É a ponta do iceberg da misoginia subconscientemente internalizada, que está por trás da maior parte desse discurso.

Outro traço comum é insistir que elas dão menos trabalho do que a maioria das meninas e tentar agir de forma muito descontraída, como se essas duas características se opusessem naturalmente à natureza das mulheres.

Ao mesmo tempo, o comportamento pick-me também envolve a adoção de alguns comportamentos e atividades estereotipados como naturais de homens cisgêneros e heterossexuais, como gostar de esportes, videogame ou beber cerveja – como se essas coisas fossem naturalmente reservadas para os homens.

Não há problema nenhum se uma mulher realmente gosta dessas coisas. O que caracteriza a pick-me girl é gostar disso só porque os homens gostam ou para ser diferente das outras mulheres.

É BASTANTE PRIMITIVO (???)

De acordo com a coach de relacionamento e autora Catherine Wilde, esses traços de pick-me são uma forma de namoro "em que um indivíduo tenta aumentar suas chances de ser escolhido como parceiro, envolvendo-se em comportamentos que o tornam mais atraente para o gênero oposto", disse à Refinery29. É bem parecido com os animais machos que se derrubam para mostrar a uma fêmea que eles são o melhor parceiro.

Por que tem uma reputação tão ruim

Uma simples espiada no mundo online mostrará o quão odiadas são as pick-me girls, e a principal razão pela qual elas são tão criticadas é porque seu comportamento usa a aprovação dos homens como base do valor de uma mulher.

Colocando mulheres contra mulheres

Além disso, qualquer mulher que não queira ser como outras mulheres inerentemente generaliza "outras mulheres" negativamente e através de uma lente patriarcal de competição.

A ilusão da competição

O enquadramento da pick-me girl cria e perpetua a ilusão de que, para se tornar mais atraente, as mulheres devem tornar as outras mulheres menos atraentes. A realidade é (ou deveria ser) que alguém que tenta derrubar os outros se torna menos atraente.

Homens permanecem no centro da discussão

Todo o conceito se volta para o julgamento dos homens sobre as mulheres e coloca a atenção e a aprovação dos homens como as coisas mais altas que uma mulher pode esperar vencer.

Por outro lado

Mas a reação intensamente negativa que as pessoas têm em relação às pick-me girls destaca outra parte problemática da sociedade: quão pouca tolerância existe para qualquer mulher que esteja "tentando" de forma transparente se destacar seja no mercado ou apenas na própria vida – o que mantém essa ideia de que as mulheres devem ser legais e atraentes, mas só se for sem esforço e sem qualquer intenção aparente.

O problema de tentar

Wilde disse à Refinery29: "Embora não haja nada inerentemente errado em querer ser notada ou querer se sentir amada, o termo muitas vezes tem uma conotação negativa porque implica que a pessoa está disposta a fazer qualquer coisa para conseguir o que quer". 

É interessante que possamos pensar em inúmeras histórias dentro de Hollywood celebrando homens que estão dispostos a fazer qualquer coisa pelo que desejam, mas, quando se trata de mulheres, essa atitude é rapidamente criticada.

Casos de celebridades

As celebridades têm um envolvimento interessante nessa tendência, porque todas elas tecnicamente foram pessoas escolhidas para se tornarem famosas em primeiro lugar, disputando os holofotes com colegas artistas e talentosos. 

Ainda assim, apenas as mulheres são criticadas por isso. Muitas estrelas, incluindo Addison Rae, Jennifer Lawrence e Kendall Jenner (foto abaixo), foram acusadas de ter comportamento de pick-me girl e algumas até abordaram isso.

Vanessa Lopes

A influenciadora e dançarina esteve no 'Big Brother Brasil'. Não demorou muito para ela ser chamada de pick me girl, apesar de seu discurso contra a rivalidade feminina. Em mais de uma ocasião, ela preferiu acreditar na versão que um homem contou, e se negou até mesmo a ouvir a versão da mulher.

Emily Ratajkowski

Emily Ratajkowski admitiu em várias ocasiões que costumava ser uma pick-me girl. No podcast 'Going Mental with Eileen Kelly', em março de 2023, ela definiu isso como abandonar suas "próprias prioridades para ser amada ou escolhida". Isso se estendeu para sua carreira, segundo a própria modelo, porque ela estava "apelando para muitos homens poderosos, essencialmente". Ela acrescentou: "Eu simplesmente abandonei totalmente meus próprios limites e minhas próprias ideias do que é importante".

Presa em um ciclo

Não importa a maneira que olhamos essa situação (sendo uma pick-me girl ou criticando o comportamento), o discurso nos mantém presas num pesadelo patriarcal em que mulheres permanecem em um ciclo de perseguir a aprovação masculina enquanto competem umas com as outras.

Dedos apontados

Enquanto as pick-me girls são envergonhadas por serem misóginas, envergonhar as pick-me girls também está sendo chamado de misoginia. 


As mulheres podem, afinal de contas, ter opiniões divergentes, rejeitar coisas como maquiagem e abraçar coisas como esportes sem que isso seja apenas em nome da atenção ou da validação masculina.

Mas é uma preocupação crescente num mundo cada vez mais inseguro.

Num mundo que é bastante conhecido por fazer as pessoas se sentirem inseguras sobre si mesmas, faz sentido que o comportamento pick-me seja tão comum. Isso indica que a pessoa não é confiante o suficiente para escolher seu eu autêntico e que prefere adotar estrategicamente uma determinada persona para atrair a atenção.

Um sinal vermelho em relacionamentos

O comportamento pick-me também configura as condições manipuladoras para um relacionamento tóxico. Nenhum relacionamento deve começar sobre o fingimento de uma personalidade, nem na aposta da sua reputação na difamação dos outros.

Quem está em relacionamento não está imune

Esse comportamento também não é reservado apenas para pessoas solteiras. Pessoas inseguras em seus relacionamentos – por exemplo, se seu parceiro começa a curtir fotos de outras mulheres – podem começar a assumir certos comportamentos para se destacar contra essas mulheres.

Relacionamentos condenados

A vulnerabilidade é essencial para um relacionamento real e duradouro. É impossível se fazer vulnerável ao lado de um parceiro se você está fingindo ser alguém que não é. Além disso, uma personalidade escolhida não é sustentável e você ficará exausta, emocionalmente esgotada e ressentida.

O crescimento da "girl's girl"

Talvez em oposição direta à pick-me girl, a "girl's girl" (garota da garota) tenha surgido como um distintivo de honra altamente louvável. Uma girl's girl é alguém que se esforça para ser ética e abster-se de mesquinharias em seus relacionamentos femininos, valorizando-os talvez até mais do que seus relacionamentos masculinos. É a sororidade em sua forma mais pura.

Comportamento da Girl's girl

Isso envolve ter amigas íntimas, falar muito bem de outras mulheres (mesmo na presença de homens), dizer a uma mulher que ela parece ótima em vez de zombar dela, não fofocar, abraçar o amplo espectro do que qualquer "feminilidade" significa, vestir-se para si mesma e, geralmente, levantar as mulheres sem medo de que elas sejam sua concorrência. Enfim, sororidade!

O problema do policiamento

Não importa onde você esteja no discurso, o problema geral é que, depois de anos sendo policiadas pelo patriarcado sobre o que é e o que não é apropriado para as mulheres fazerem, as mulheres consequentemente começaram a se policiar. A única solução real para esse discurso é acabar com ele completamente. Esquecer mágoas, invejas e disputas.

Como seguir em frente

Rejeitar rótulos do que é tradicionalmente "feminino" ou "masculino" é um bom lugar para começar. Para escapar do olhar masculino e da misoginia internalizada que nos aprisiona nisso, as mulheres só precisam se sintonizar e permanecer fiéis aos seus próprios desejos e necessidades, não importa o que os outros possam pensar. Se for necessário, se interiorize, pense primeiro em você e vá se preparando para abrir-se para o mundo.


Saiba escolher bem seus passos, seus lugares, seus relacionamentos. O importante é você se encontrar e ser feliz!

Tudo é questão de tempo. O seu tempo, ao mesmo tempo em que oferecem às outras a mesma oportunidade.


Baseado em texto de Jessica Alderson
Texto adaptado e pesquisa: Pery Salgado (jornalista)
Imagens: arquivo CULTURARTE
Realização: PR Produções