domingo, 19 de julho de 2026

A VIDA COMEÇA QUANDO A GENTE QUER! com Célia Tavares


 Mais uma figura pública e querida da nossa Maricá (RJ), COMPLETOU ANIVERSÁRIO em 29 de junho passado e como temos a certeza de que a vida começa quando nós queremos, até porque muitas dizem que a vida começa aos 40, outras aos 50, algumas aos 60, o que deve acontecer é justamente isso, precisamos ter a certeza de que nossa vida começa quando nos encontramos, quando começamos a nos respeitar, a nos AMAR, e ela, apesar de todos os problemas pelos quais tem passado recentemente, ela não desiste, ela tem garra, ela é impar, literalmente uma verdadeira guerreira.

Linda, literalmente um mulherão, presenteamos nossa querida CÉLIA TAVARES com este texto perguntando: QUANDO A VIDA REALMENTE COMEÇA???

Então, como nunca entendi a expressão “a vida começa aos 40, ou 50...”, e não há como alguém compreendê-la de fato até atingir as fatídicas quatro décadas, ou até ser atingido por elas, como é mais provável. O corpo não acompanha mais a vontade, e as noitadas nos cobram, em dose dupla de ressaca, o preço da farra, nos privando da boemia costumeira que nos permitia cumprir com maestria a árdua missão de sair dois dias seguidos.

Uma simples caminhada é agora um exercício físico diário recomendado pelo médico, e mesmo assim difícil de pôr em prática; palavras e expressões nunca antes mencionadas, como “reeducação alimentar”, “pilates” e até “geriatria” passam a fazer parte do seu vocabulário; emagrecer, não pela estética, mas para equilibrar as taxas, já é um dos maiores e mais dolorosos desafios da humanidade.

Até sua agenda passa a ter mais contatos de profissionais de saúde do que de amigos; visitas à farmácia são, afinal, a mais nova forma de encontrar a sua galera, lugar que também passa a oferecer uma variedade imensa de produtos quase bélicos contra o envelhecimento natural, com suas rugas e linhas de expressão, sem falar nas invisíveis “ites”, cada vez mais frequentes e resistentes.

E de repente, aquela verdade incontestável, de que passei 40 anos fugindo, estava ali no espelho, no aparelho de pressão, e nos “trocentos” complexos exames que o médico passou.

Foi-se a época de se contentar com um hemograma completo, exame de fezes e de urina. Chegou a hora e a vez de vasculhar cada célula do meu organismo, com precisão milimétrica, e exigências preparatórias que vão muito além do simples jejum de 12 horas.

Em alguns casos, nem café ou chocolate, certas frutas, e até nozes, ora bolas, coitadas das nozes que em vários anos deixei de comer e agora mesmo é que não posso. Lembro que comi chocolate, pequeno pedaço, motivo de adiamento de metade dos exames marcados. Ainda assim, a coleta de sangue enche um, dois, três, até oito tubos, mesmo eu imaginando não ter sangue suficiente em meu braço para tanto.

Corre na esteira, dorme monitorada por um aparelho que espreme seu braço de 15 em 15 minutos, instante em que você precisa estar completamente relax, foda-se o que estiver fazendo, apesar de ter que ser realizado em um dia normal de sua rotina, que, é claro, nunca incluiu uma porra de um aparelho de pressão espremendo seu braço, até então.

Faz um eco, um eletro, compra metade da farmácia, tira o sal, tira o álcool, tira o dia pra pesquisar na internet uma possível análise do resultado dos exames, o que, certamente, só vai piorar o estado de saúde.

Mesmo sem pedir qualquer opinião, ouve especialistas de botequim que chutam diagnósticos variados, como se estivessem num bolão da mega-sena ou da Copa, indo desde “menopausa precoce” até a “síndrome do jaleco branco”, e é quando você percebe que não está só, porque eles também consultaram Dr. Google para chegarem a conclusões tão brilhantes.

E ainda que o médico desminta todos os diagnósticos que a internet, seus amigos, e até você própria se deu, e seja claro ao falar que “você não vai morrer disso; tem que arranjar outra coisa pra morrer”, está aceso o alerta. Até então, era como se o mundo pudesse acabar amanhã, mas você sobreviveria ileso. 

A finitude bate à porta e você se dá conta que precisa fazer um certo esforço pra que ela não entre com violência, para que chegue de mansinho, passe um longo tempo na varanda, apreciando a paisagem.

E da janela você vê, em letreiro luminoso, o aviso que reforça, a cada novo dia, aquela verdade incontestável, que deve ter dado origem à expressão “a vida começa aos 40” ou "a vida começa aos 50": a certeza da morte, talvez, seja o grande estímulo pra vida. Então pare de ler essa besteira, meu amigo e minha amiga, e viva, por que na verdade, A VIDA COMEÇA QUANDO A GENTE QUER!

E nossa querida CÉLIA TAVARES (parabéns) é um grande exemplo, de que a vida começa DIARIAMENTE e quando ela quer apesar das dores, mas com grandes superações, sempre servindo de exemplo e motivação para todas as pessoas, e principalmente para outras mulheres.

Que você brilhe cada vez mais, e que Deus ilumine cada vez mais a sua vida!

Texto: Pery Salgado (jornalista)
Modelo e fotos: Célia Tavares (educadora e servidora pública)
Realização: PR PRODUÇÕES






sábado, 18 de julho de 2026

"Violência física, humilhações, manipulação psicológica e controle extremo. O inferno em minha vida!" por Luara Perdonatti (cenas fortes)

 Um relato forte, chocante, literalmente assustador. A jovem modelo e mulher trans Luara Perdopnatti relata detalhadamente o inferno que viveu em vida.

Reproduzimos fielmente sua publicação em rede social onde a mesma tornou público seu extremo sofrimento e apenas pediu respeito a quem compartilhasse.

E justamente em respeito a essa linda pessoa, a este lindo ser humano, há algum tempo no corpo de um linda mulher trans (modelo), omitiremos apenas os nomes por ela mencionados no texto original, por questões jurídicas.

"Pensei muito antes de tornar isso público. Não sou uma pessoa que acredita que situações como essa se resolvem por meio de exposições, mas, com o apoio da minha família e da minha rede de apoio, decidi falar.

Durante meu relacionamento com @xxxxxxxx (XXXX XXXXXXXX XXXXX XX XXXXXXXXX) fui vítima de violência física, psicológica e sexual, incluindo tentativas de homicídio por estrangulamento, agressões que causaram lesões graves no meu rosto, mordidas pelo corpo, empurrão de escada e outros episódios em que minha vida esteve claramente em risco. Em uma dessas situações, ele já chegou a por um saco na minha cabeça.

Essas agressões ocorreram repetidamente em momentos em que eu estava vulnerável e sempre muito alcoolizada, sem condições adequadas de me defender minimamente. 


Após os episódios de violência, ele frequentemente tentava minimizar ou justificar os fatos, utilizando discursos sobre espiritualidade, sobre sua condição social e identitária, e atribuindo o comportamento agressivo ao uso de testosterona, como forma de desresponsabilização.

Além da violência física, sofri humilhações, manipulação psicológica e controle extremo. Houve restrição do meu uso do celular, destruição de pertences, ameaças veladas e tentativas constantes de me convencer de que, se eu denunciasse, ninguém acreditaria em mim. Esses mecanismos foram usados de forma recorrente para me silenciar.

No dia 9, fui novamente agredido de forma violenta, em dois episódios seguidos, resultando em uma lesão aberta no meu rosto. 


Estive desacordado em parte do tempo e não consigo relatar todos os detalhes. Durante essa situação, a própria mãe dele tentou intervir e também foi agredida.

Falo agora porque, por muito tempo, senti vergonha, medo e confusão, o que me fez esconder as agressões e retornar ao relacionamento. Hoje reconheço que isso faz parte do ciclo da violência. Após mais uma tentativa de homicídio por estrangulamento, decidi romper o silêncio. Já estou amparado por uma medida protetiva e seguindo os caminhos legais.

Este texto é um relato da minha vivência. Não é um ataque, mas um pedido de responsabilidade, cuidado e atenção.

Violência não é normal, não é justificável e não deve ser silenciada.

Peço respeito ao compartilhar."

Nosso total respeito, nosso total apoio, deixando a pergunta: ATÉ QUANDO TEREMOS QUE VER, OUVIR E CHORAR POR RELATOS COMO O DE LUARA?

Estamos SEMPRE na luta contra a HOMOFOBIA!










sexta-feira, 17 de julho de 2026

POEMAS DE MAURO EVARISTO, O FERA DA POESIA

Um pouquinho da história do poeta mineiro Mauro Evaristo, o Fera da Poesia


Desde  criança, incentivado pela sua mãe, Mauro Antônio Evaristo teve apego por leitura, HQs (histórias em quadrinhos), palavras cruzadas...

Quando terminou a quarta série, sua professora, 'D. Belinha',  (Belarmina Cacique Flores), da Escola Municipal Pero Vaz de Caminha, em Belo Horizonte (MG), pediu ao menino Mauro que não deixasse de estudar, pois ela via um  grande futuro nele. 

Já na quinta série, na E.M. Sócrates Mariani Bittencourt (foto abaixo), em Contagem (MG), outra Professora, 'D. Marta',  pediu uma redação, livre de qualquer regra e imposição - apenas que  escrevesse sem importar o que, e foi então que o 'menino Mauro fez o seu primeiro poema.

Nascia ali, o Mauro, 'o Fera da Poesia'!

Mauro Evaristo é autor dos seguintes livros:

Banco! - 2019 - Editora Koinonia - MG - Clube do livro Frutificando - RJ, 

Namastê - 2013 - Editora Protexto - PR, 

Cisne negro - 1992 - Grupo Scortecci - SP, 

Simples poesia - 1990 - Grupo Scortecci - SP, 

Participações em Antologias desde 1989

Autor do blog: feradapoesia.blogspot.com

Confira abaixo alguns dos belíssimos poemas de Mauro, o Fera da Poesia e para entrar em contato com ele acesse 31 9831-9002.