quarta-feira, 20 de maio de 2026

MÁRCIA LEITE SERÁ HOMENAGEADA PELA UCB NA 1º FESTA CIGANA EM TOCANTINS (MG)

A professora Márcia Leite será homenageada pela UCB (União Cigana do Brasil) na 1ª Festa Cigana de Tocantins (MG). 


"A União Cigana do Brasil (UCB), em conjunto com Klaudya Arruda Produções, tem a honra de homenagear 
Márcia Leite - Dança Cigana - representando o Rio de Janeiro.

Márcia Leite construiu uma trajetória marcada pela elegância, pela sensibilidade e pela dedicação à arte da dança cigana. Em cena, sua dança é leve, envolvente e refinada - dança como uma princesa, transmitindo emoção e beleza em cada movimento.

Sua presença traduz delicadeza sem perder a força, encantamento aliado à técnica, e respeito profundo pela cultura e pela tradição. Representando o Rio de Janeiro, Márcia Leite inspira através de sua postura, sua história e sua entrega artística.

Esta honraria reconhece sua trajetória, seu talento e sua contribuição cultural, celebrando a dança cigana como expressão de arte, identidade e nobreza feminina."

União Cigana do Brasil – UCB

Klaudya Arruda Produções

Primeira Festa Cigana – Tocantins / MG








terça-feira, 19 de maio de 2026

"A liberdade de usar o que eu quiser continua, mas a paz de me aceitar assim não tem preço!" por Marcelle Nascimento

 


"Hoje escolhi me ver assim, sem filtros e sem telas. Foram anos de laces e implantes que eu amei usar, e quem sabe eu não use de novo? Mas hoje, a minha meta é celebrar a beleza de ser eu mesma.

​Aposentei as laces por tempo indeterminado, mas não definitivo! A diferença é que agora eu não me escondo, eu me revelo. Assumindo meus fios com todo orgulho do mundo.

​Minhas raízes estão de volta ao palco! Amo a versatilidade de mudar sempre, mas hoje o meu 'mood' preferido é o LIVRE PARA EU SER QUEM EU QUISER!

​Livre para ser quem eu quiser: hoje ao natural, amanhã quem sabe? O importante é que agora eu sei quem eu sou por baixo de qualquer implante.

​Dando um descanso para as laces e um 'olá' para o meu cabelo real. Não é um adeus aos acessórios, é um reencontro com a minha essência.

​Assumindo o que é meu! A liberdade de usar o que eu quiser continua, mas a paz de me aceitar assim não tem preço."


Fotos e Texto original: Marcelle Nascimento (modelo, empreendedora e criadora de conteúdo motivacional)
Diagramação: Pery Salgado (jornalista)
Realização: PR PRODUÇÕES










segunda-feira, 18 de maio de 2026

Carioca vira destaque em desfile da Dior em Los Angeles


Victoria Blecherde (Victoria Blecher) de 19 anos, ganha espaço no circuito internacional e já desfilou para grifes como Chanel, Celine e Jacquemus

A modelo brasileira Victoria Blecher foi um dos destaques do desfile da Dior Cruise 2027, realizado em Los Angeles. 

O evento, já integrado ao calendário mais recente da grife, reuniu nomes de peso da moda internacional e teve na jovem carioca uma das presenças mais comentadas da passarela.

Aos 19 anos, Victoria vem ganhando espaço no circuito global da moda e já acumula trabalhos com marcas como Celine, Chanel, Jacquemus e Calvin Klein. 

No caso da Celine, chegou a desfilar com exclusividade, o que impulsionou ainda mais sua projeção no mercado internacional.


Nascida no Rio de Janeiro e atualmente baseada em Paris, a modelo iniciou a carreira internacional há cerca de um ano e já constrói uma trajetória marcada por convites frequentes para desfiles de grandes maisons.

Ela foi descoberta por um agente ligado a nomes como Alessandra Ambrósio e Carol Trentini, o que ajudou a acelerar sua entrada no circuito de luxo.

Em relatos anteriores, Victoria contou que o interesse pela moda começou ainda na infância, quando assistia a desfiles e criava desenhos inspirados nas coleções. 

Hoje, ela diz enxergar a profissão como um espaço de descoberta e realização dentro da indústria.


VICTORIA BLECHER
altura: 1,76m
manequim: 34/36
sapato: 37/38










domingo, 17 de maio de 2026

UMA RARA PRETA. UMA 'PRETA RARA!' Exemplo e motivação para mulheres negras e plus size!


 Joyce da Silva Fernandes (41), nascida em Santos no emblemático dia 13 de maio de 1985, conhecida pelo nome artístico Preta-Rara, é uma rapper, professora, historiadora, feminista e ativista brasileira.

Destacou-se na luta contra a subalternização das empregadas domésticas, com foco na sua posição racializada. Em 2016, criou a página de Facebook intitulada Eu, empregada doméstica, onde partilhava relatos de abuso. A página deu origem a um livro em 2019, com o subtítulo "a senzala moderna é o quartinho da empregada". A iniciativa desencadeou denúncias de milhares de mulheres em situações semelhantes e tornou-se viral, captando a atenção da mídia brasileira e internacional.

O seu trabalho contra o preconceito alarga-se também a questões de corpo, sendo uma ativista contra a discriminação de mulheres gordas.

SUA HISTÓRIA

O pai, Jairo, é carteiro. A mãe, Helena, era empregada doméstica; Joyce que a partir de agora chamaremos pelo nome ao qual é nacionalmente conhecida - PRETA RARA - tem duas irmãs e um irmão adotivo, sendo ela a mais velha de todos.

Sua primeira experiência como cantora foi com apenas 10 anos, quando a mãe a obrigou a frequentar a igreja. Começou a fazer rimas aos 12 anos.

Em entrevista ao Museu da Pessoa, intitulada “Preta Rara além da dor”, relatou sua primeira experiência de trabalho. Aos 13 anos, começou a vender, juntamente com sua mãe, marmitas na praia e produtos de limpeza nas ruas de Santos. Aos 18 anos, frente à necessidade de se tornar independente e ter sua própria renda, aceitou seu primeiro emprego como doméstica.

PRETA RARA trabalhou sete anos como empregada doméstica, tal como as duas gerações anteriores na sua família. Em 2008, depois de ler uma biografia de Olga Benário, foi encorajada pela empregadora a matricular-se na faculdade.

Entrou na Universidade Católica de Santos em 2009, onde completou estudos em História. Pouco tempo depois, conseguiu um estágio e trabalhou no Monumento Nacional Engenho dos Erasmos.

Tornou-se professora de história e deu aulas para adolescentes durante sete anos.

Joyce Fernandes adotou o nome artístico de PRETA RARA, em 2005, quando tinha 20 anos, assim que criou um dos primeiros grupos de rap femininos em Santos, o Tarja Preta.

Abriu vários espetáculos de grupos de rap de nível nacional e ganhou vários prémios em São Paulo. O grupo terminou as suas atividades em Outubro de 2013.

Em 2013, lançou a marca de acessórios "Audácia Afro Moda".

Em 2015, lançou o seu primeiro álbum a solo, Audácia, de forma independente. O álbum aborda as temáticas habituais na obra de PRETA RARA, nomeadamente o racismo e a subalternização da condição a que as mulheres negras estão destinadas na sociedade brasileira. O álbum foi feito em forma de rimas e poesias, contando a trajetória de vida da cantora e toda sua militância nos movimentos sociais, e no qual contou com participações especiais de GOG, Ieda Hills, DJ Caíque e DJ DanDan.

Em 2016, deixou o cargo de professora e se mudou para São Paulo para se dedicar à música. Em sua entrevista para o Museu da Pessoa, contou os desafios enfrentados neste período e os projetos nos quais continuou envolvida depois dessa grande mudança em sua trajetória:

"Você sair dessa estabilidade pra viver de arte, num país como esse, que você não sabe como vai ser, se vai dar certo, como é que vai... Mas aí, graças a Jah, aos orixás, deu tudo certo, e eu também tenho um grande leque de trabalhos. (...) Eu faço oficina de turbantes; faço oficinas de rimas para as escolas, utilizando o hip hop como ferramenta pedagógica para os professores e como ferramenta de ensino para os alunos. Dou consultoria pra empresas, sobre essa questão da igualdade racial. Então, é um combo de coisas que me fez ter essa garantia que eu tenho hoje."

Em 2017, criou o Guia de Direitos das Trabalhadoras Domésticas em colaboração com o Observatório dos Direitos e Cidadania da Mulher e o coletivo feminista Como uma Deusa.

Neste mesmo ano de 2017, idealizou e apresentou a websérie “Nossa Voz Ecoa”, disponível no YouTube, entrevistando grandes personalidades como Criolo, Érica Malunguinho, Liniker, entre outros. Esta websérie foi contemplada no Proac Cultura Negra / 2016.

A senzala moderna é o quartinho da empregada” – é com essa analogia e subtítulo que Preta-Rara lança em 2019 o seu primeiro livro intitulado “Eu, Empregada Doméstica" (Edições Letramento), três anos após o aparecimento da sua página no Facebook, com o mesmo nome, onde ela recebe e publica relatos de inúmeras trabalhadoras domésticas. A obra foi lançada durante a FLUP - Festa Literária das Periferias, no Rio de Janeiro. O livro garantiu-lhe atenção na mídia internacional, nomeadamente na revista M do jornal francês Le Monde, bem como no New York Times.

Em 2020 estreou como apresentadora no programa Talk Five, transmitido no GloboPlay, da Rede Globo.

Reconhecimentos e prêmios

Em 2018, foi indicada para a Medalha Mietta Santiago (Medalha de Ouro) pela deputada federal Ana Perugini - a condecoração visa valorizar iniciativas relacionadas aos direitos das mulheres.

Em 2019 recebeu o prêmio Beth Lobo de Direitos Humanos das Mulheres pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Ela é exemplo e motivação para todas as mulheres, em especial para as mulheres negras e plus size!


Pesquisa: Pery Salgado (jornalista)
Realização: PR PRODUÇÕES