quarta-feira, 22 de abril de 2026

Pela sua coragem, Nadia Murad se tornou a primeira iraquiana a receber o Prêmio Nobel da Paz


 Em 3 de agosto de 2014, o som dos motores na região de Sinjar, no Iraque, não anunciava progresso — marcava o início de um pesadelo. Em um único dia, uma comunidade inteira foi praticamente apagada.

Nadia Murad tinha apenas 21 anos quando seu mundo virou cinzas.

Pelo simples fato de pertencer à minoria yazidi, terroristas do Estado Islâmico decidiram que sua família não tinha o direito de viver. Seis de seus irmãos e sua mãe foram executados. Nadia não teve tempo de chorar por eles — foi colocada à força em um ônibus e transformada em “propriedade”.

O que veio depois foi um verdadeiro mergulho no inferno. Em Mosul, Nadia deixou de ser vista como pessoa — era tratada como mercadoria. 

Em apenas três meses, foi comprada e vendida sete vezes. Sofreu agressões e abusos constantes, com um único objetivo: destruí-la por completo.

Mas Nadia resistiu.

Em novembro daquele mesmo ano, surgiu uma chance: uma porta esquecida aberta. Na escuridão da noite, ela conseguiu fugir. Uma família muçulmana, arriscando a própria vida, a acolheu e ajudou a escapar das mãos do califado.

Muitos tentariam se esconder e esquecer. Nadia fez o oposto — escolheu lembrar.

Aos 22 anos, falou diante do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Jovem, de aparência frágil, mas com uma voz que ecoou pelos centros de poder. Sem suavizar a realidade, contou ao mundo o que seu povo havia sofrido.

Sua coragem conseguiu o que a política não alcançou. Em 2018, aos 25 anos, Nadia Murad se tornou a primeira iraquiana a receber o Prêmio Nobel da Paz. Ainda assim, enquanto era aplaudida em Oslo, seu desejo continuava o mesmo: a liberdade daqueles que ainda permaneciam em cativeiro.

Hoje, Nadia transformou sua dor em luta por justiça por meio da organização Nadia’s Initiative. Sua história é prova de que o sofrimento pode se transformar em propósito.

Nadia não apenas sobreviveu — ela venceu ao se recusar a ser definida como vítima. Porque quando a verdade é usada como força, não existe escuridão capaz de apagá-la.

Veja o poderoso discurso da vencedora do Nobel da Paz de 2018 ao ser nomeada embaixadora da ONU

Nadia Murad, ex-escrava sexual do Estado Islâmico, luta para combater o estupro como uma arma de guerra

Confira o poderoso discurso de Nadia Murad ao ser nomeada a primeira embaixadora da Boa Vontade da ONU para a Dignidade de Sobreviventes do Tráfico Humano em 2016.

"Se decapitações, escravização sexual, estupro de crianças e o deslocamento de milhões de pessoas não fazem vocês tomarem uma atitude, quando vocês tomarão uma atitude? A vida não foi criada somente para vocês e suas famílias. Nós também queremos a vida e merecemos vivê-la", disse a ativista no vídeo divulgado pela ONU Brasil em suas redes sociais.

Nadia foi sequestrada pelo E. I. - Estado Islâmico, junto com milhares de outras mulheres e meninas da minoria Yazidi quando o grupo terrorista invadiu sua terra natal, no Norte do Iraque, em agosto de 2014. Foi selecionada pelo E.I. para ser estuprada. No entanto, diferentemente da maioria das mulheres que conseguiram fugir e que preferem esconder suas identidades, Nadia, ao escapar, insistiu com repórteres que a identificassem e fotografassem. Ela embarcou numa campanha mundial, falando diante do Conselho de Segurança da ONU, no Congresso americano, na Câmara dos Comuns do Reino Unido e em outras casas políticas em várias nações.

"Hoje eu quero transmitir uma mensagem de todas as vítimas e refugiados de todo o mundo porque vocês como líderes mundiais devem saber que tudo que fazem impactam positivamente ou negativamente na vida das pessoas simples como eu. Vocês decidem se haverá guerra ou paz. Vocês decidem dar esperança ou criar sofrimento. São vocês que decidem se outra garota, assim como eu, em outro lugar do mundo, poderá seguir com sua vida normal ou será forçada, como eu fui, a experienciar sofrimento, servidão ou estupro",  afirmou no discurso de 2016.

Enquanto estava nas mãos dos jihadistas, Nadia recebeu ajuda de uma família muçulmana em Mosul e obteve documentos de identidade que lhe permitiram chegar ao Curdistão iraquiano. Após a fuga, três meses depois do sequestro, a jovem - que disse ter perdido seis irmãos e sua mãe no conflito - morava em um campo de refugiados no Curdistão, onde fez contato com uma organização humanitária que ajuda os yazidis. Isso permitiu que ela conseguisse ir para a Alemanha, país em que atualmente vive.

"Devemos por um fim às guerras e colocar a humanidade em primeiro lugar. Devemos levar a Justiça a todos aqueles que cometeram crimes de genocídio e crimes contra a humanidade. Organizações extremistas e terroristas, como o Estado Islâmico e o Boko Haram, são a principal causa do deslocamento de milhões de pessoas, devemos eliminar todos esses monstros agora. Sim, agora. Até que a segurança se estabeleça nas áreas de conflito, nós não podemos fechar as portas nas caras de mulheres e crianças inocentes, aqueles que sofreram calamidades. Devemos estar junto das pessoas perseguidas. O mundo só tem uma fronteira, se chama humanidade", ressaltou.

A ativista contou sua história na autobiografia "The last girl" ("A última garota"), recém-publicada. 

O título remete a uma frase no livro: "Eu quero ser a última garota no mundo com uma história como a minha".

Confira abaixo o seu discurso na ONU:

Reconhecimento e Legado

Prêmio Nobel da Paz: Recebeu a honraria em 2018, dividindo o prêmio com o médico Denis Mukwege.

Livro: Publicou sua biografia intitulada "Que Eu Seja a Última", onde detalha os horrores que viveu e sua jornada por justiça.

Código Murad: Criou diretrizes internacionais para que testemunhos de violência sexual sejam colhidos com respeito e segurança para as vítimas. 

Ponto de Apoio: Se você ou alguém que você conhece está passando por uma situação de violência, procure ajuda. 

No Brasil, o Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher, um serviço gratuito e confidencial que oferece orientações e encaminhamentos.


Pesquisa: Pery Salgado (jornalista)
Realização: PR PRODUÇÕES




terça-feira, 21 de abril de 2026

OS 53 ANOS DE LUIZA AMBIEL


 Maria Luiza Batista de Almeida nascida em Itatiba (SP) em 25 de maio de 1972, mais conhecida pelo nome artístico de Luiza Ambiel, é uma atriz, estrela pornô e produtora de televisão brasileira e aos 53 anos está mais exuberante do que nunca, mostrando que sabe se cuidar e que idade não é nenhum empecilho para qualquer mulher que acredite em si e queira se realizar!

História de vida

Nascida em uma família humilde de Itatiba, no interior de São Paulo, Luiza é filha da costureira Luzia Batista de Almeida. Para ajudar no sustento do lar, começou a trabalhar aos 9 anos como babá. Na adolescência trabalhou como operária de produção de uma fábrica de tecelagem, auxiliar administrativa, costureira e cabeleireira. Nesta época viveu nas cidades de Barra Mansa, no interior fluminense, e em Indaiatuba, no interior paulista. Se casou aos 16 anos e se separou aos 22, tendo nesse relacionamento tirado o sobrenome dos pais para agregar o Ambiel do marido.

Com o sonho de ser artista, mudou-se sozinha para São Paulo aos 18 anos, onde estudou teatro e trabalhou como modelo fotográfica.

Carreira

Após ser aprovada em uma seleção de atores no SBT, fez participações especiais nas novelas As Pupilas do Senhor Reitor, Sangue do Meu Sangue e Razão de Viver. Na mesma emissora fez testes para ser a protagonista da telenovela Pequena Travessa.

Seu sucesso nessa emissora ocorreu no quadro Banheira do Gugu do Domingo Legal na década de 90. Luiza também fazia shows onde cobrava, no mínimo, R$ 4 mil para fazer a brincadeira da banheira com o público dos shows. 


Esta brincadeira da banheira fez tanto sucesso que Luiza se apresentou na Europa, Estados Unidos e Japão. Num evento, chegou a entrar na banheira sete vezes por dia, durante onze dias seguidos. 

Pela caravana do Gugu Liberato, Luiza participou do comício do candidato José Serra na eleição municipal de São Paulo em 1996.

Após a banheira, lançou o livro Na Banheira com Luiza Ambiel escrito por João Henrique Schiller. Também foi aluna do primeiro ano de Jornalismo na Uniban. 

Foi musa do carnaval da Vai-Vai e em 2011, recebeu o título de musa do time de futebol GRESAG.

Entre 2013 e 2014, estrelou nos teatros a comédia "Nua na Plateia", onde interpretava uma top model internacional.

Luiza Ambiel revela descoberta da bissexualidade aos 52 anos. Ensaio em motel com uma mulher foi responsável por revelação.

A carioca Luiza Ambiel aos 52 anos, revelou em entrevista à revista Quem ter se descoberto bissexual após trocar beijos com atriz e modelo Mel Fire em ensaio fotográfico.

Provei e gostei”, declarou Luiza. Elas fizeram um ensaio no Motel Point, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo e depois vários vídeos e acabaram tendo um relacionamento por alguns anos.

Em março de 2020 foi confirmada como uma das dez celebridades do reality show Made In Japão da RecordTV.

No dia 8 de setembro de 2020, foi confirmada como uma das vinte participantes da décima segunda temporada do reality show A Fazenda, sendo a sexta eliminada da competição em uma roça contra Mateus Carrieri e MC Mirella com 11,01% dos votos para ficar.

Em 2021, estrela o reality show "Famosos em Apuros", do programa Hora do Faro da RecordTV. No mesmo ano, estreia seu perfil no site OnlyFans.

Vida pessoal

Conhecida por sua discrição na vida pessoal, manteve relacionamentos casuais com atores, cantores e modelos. Dentre seus relacionamentos públicos mais conhecidos, figura-se o cantor Luiz Carlos, do grupo Raça Negra. Ambos ficaram juntos por seis meses, em 1996. Em entrevistas revelou que o término se deu porque ela descobriu que ele era casado, após a esposa dele ligar para ela. Em entrevistas disse ter ficado magoada e que levou mais de um ano para deixar de gostar dele. Também contou que o mesmo ficou perseguindo-a e insistindo para reatarem, mas ela exigia que ele se separasse, porém ele só parou de importuná-la quando ela se vingou, o traindo com um homem anônimo.

Outro relacionamento sério que ficou conhecido no meio artístico foi com o ator e nadador Rômulo Arantes, com quem namorou por um ano, entre idas e vindas, de 1997 a 1998. Em entrevistas, revelou que ele estava recém-separado e a família não aceitou o envolvimento de ambos. Também informou que sofreu pelo falecimento dele e que na época ambos queriam casar-se.

Também revelou ter sido assediada por Fábio Assunção em 2000. Ela era repórter nesta época, e o entrevistou, logo depois ele a convidou para ir ao motel, porém não poderiam ser vistos em público. Ela confessou em entrevistas que tinha se interessado por ele, mas após esse convite, se desinteressou na mesma hora, recusando a proposta.

Em 2002, durante sua participação no programa Casa dos Artistas 3, se envolveu com o vencedor do reality, o ator e triatleta Sérgio Paiva Montenegro, conhecido como Serginho.

Ainda em 2002 iniciou um namoro com o veterinário Jorge Nunes Sampaio. Em 2004 o casal foi morar juntos, e em 7 de dezembro de 2007 deu à luz a sua única filha, Gabriela Batista de Almeida Sampaio, nascida de parto cesariana, em São Paulo.

Em 2020, no programa A Fazenda 12, teve um affair com Lucas Strabko, o "Cartolouco".

Assumiu ser bissexual o que chocou alguns fãs, mas lhe abriu muitas portas.

Sua conta no OnlyFans garante uma vida farta para a atriz, que continua fazendo filmes pornôs (outra fonte de renda), além de produzir peças e eventos midiáticos. Passou a gravar conteúdos adultos com fãs sorteados em sua plataforma (homens e mulheres - principalmente).

Luiza Ambiel revela fetiches que realiza para assinantes

É inegável o sucesso causado por Luiza Ambiel com a produção de conteúdo íntimo para sites adultos. Recentemente ocupou a liderança da Privacy, e revelou o segredo para alcançar o topo do ranking.

Segundo Luiza, ouvir o que os assinantes pedem e ser natural é a melhor alternativa. "O mecânico não funciona. Meus fãs me guiaram na criação da minha estratégia de conteúdo. Eles pedem e eu vou fazendo, entendendo meu limite e respeitando meu tempo", disse, em entrevista à Privacy.

"Criaram uma monstrinha"

Luiza Ambiel afirmou que já experimentou alguns formatos diferentes de conteúdo, mas foi se adaptando à linguagem atual para atender seu grande público. "Meus fãs me ajudaram a criar uma monstrinha! Agora tenho diversos conteúdos que eles sugeriram e que quero reproduzir", brincou ela.

Ela também ressaltou a importância de se sentir segura e confortável com o conteúdo produzido para a plataforma. "Tudo o que fiz até agora, eu estou de boa", afirmou. "Toda mulher tem sua beleza e seu espaço. Encontre sua linha e faça o melhor possível", refletiu Luiza.

THE NOITE

Trabalha também com produtos eróticos e recentemente foi entrevista por Danilo Gentili no THE NOITE, no quadro RODA SOLTA que você confere abaixo:



Pesquisa: Pery Salgado (jornalista)
Realização: PR PRODUÇÕES