Cheguei em uma fase da vida em que, simplesmente, não faço mais questão do que os outros pensam ao meu respeito. Uma fase em que não preciso provar nada pra ninguém.
Se tenho uma família perfeita, se meus pais foram presentes ou não, se existe aquele “padrão ideal” que tantos se esforçam pra exibir… tudo isso deixou de ter importância neste meu novo ciclo.
Essa autoafirmação social, essa busca por aprovação que consome energia e alma, já não me serve mais.
Cheguei ao ponto em que SER vale mais do que PARECER ser. Porque, no final das contas, ninguém está realmente preocupado com você, você só terá valor se puder oferecer algo.
Isso não é arrogância, é autocuidado, é lucidez.
E se eu não vim de um modelo familiar ideal, tudo bem. Isso tem servido de lição para que eu mesma construa um modelo diferente.
Essa culpa não cabe a mim, e aprendi tarde demais que nunca coube.
Quem gostar de mim, que seja pelo que eu sou, e não pelo personagem que esperavam que eu interpretasse.
Cansei de tentar me encaixar em papéis que nunca dependeram apenas de mim.
E quando a gente solta esse peso, a vida fica mais leve… mais fluida.
Cansei de carregar traumas de momentos que deveriam ter sido especiais, mas foram destruídos por quem jamais deveria ter tido esse poder.
Cansei de competições, de justificativas, de gastar energia me explicando e tentando me reconciliar com quem, no fim, só queria agredir, disputar, minar a minha paz.
Talvez essa minha nova versão seja justamente a resposta que procurei por 38 anos.
Porque uma vida sem sofrimento não existe, mas quando o sofrimento é imposto, deliberadamente, por quem tinha o dever de proteger, amar e amparar… não vale a pena sofrer. Vale entregar nas mãos de Deus e confiar.Foram anos tentando me encaixar em ambientes que nunca foram meus, que nunca me acolheram.
Aprendi a ser forte cedo demais.
Fui abusada muitas vezes, desde muito jovem. A primeira vez foi com 10 anos e como na maioria dos casos, dentro de casa e com pessoas em que confiava.
Aos 12 anos, os abusos eram diários, até virarem estupros.
Com 14 anos os estupros foram diários. Por várias vezes desmaiava e não sei como nunca engravidei.
Virei brinquedo na mão de namoradinhos e algumas vezes rolou estupro coletivo que não vou mentir, às vezes tirava de letra.
Negociei minha juventude em troca de aprovação, em troca de sobrevivência.
Passei anos sem saber o que era proteção, sem saber o que era ser compreendida de verdade… até que um dia a ficha cai.
A culpa nunca foi minha. A responsabilidade sempre foi de quem deveria ter amado, protegido, preservado — e escolheu não.
E se hoje, me viro, ganho meu dinheiro das formas que me convém, por favor não me critiquem, pois se alguém vier me criticar, pague antes algumas contas que eu tenho.
Sou sim criadora de conteúdo adulto, e ganho bem pelo que faço e ninguém tem nada com isso.
Quando pedi ajuda, quase ninguém me ajudou e muitos me deram as costas, então, por favor, não me encham o saco.
Ou melhor: me esqueçam, estou muito feliz sem vocês!
Sou um milagre sim, queiram ou não!!! #rompendociclos
baseado em fatos reais
Realização: PR PRODUÇÕES

































