quinta-feira, 28 de outubro de 2021

"EM BRIGA DE HOMEM E MULHER, TEM QUE METER A COLHER SIM!!!" CCS FAZ EVENTO EM MARICÁ



 Capitaneada pela presidente do CCS Maricá (Conselho Comunitário de Segurança) - Danny Xavier, aconteceu na manhã da quinta feira 28/10, na praça Conselheiro Macedo Soares (praça da secretaria de turismo) no centro de Maricá, o evento de conscientização contra a violência da mulher.

Com a frase EM BRIGA DE HOMEM E MULHER TEM QUE METER A COLHER SIM, Danny e sua equipe, que contou com a presença de Kátia Albuquerque, Pricilla Darmont (PR PRODUÇÕES), Rafaela Lima (presidente da UBM) e Melissa Mussi (representante da UNEGRO), entregaram panfletos e a COLHER símbolo da campanha, além de conversarem com várias mulheres e casais sobre o grave problema da violência pela qual passam muitas mulheres, de todas idades, credos, raças e classes sociais.

Danny Xavier (sentada) e Pricilla Darmont (em pé à direita), se caracterizaram como
mulheres agredidas fisicamente pelos "companheiros"

O que causou espécie à todos que participaram do evento, foi o fato de que mulheres jovens em sua grande maioria, não quiseram parar para ouvir sobre o problema, receber orientações ou ao menos receber o panfleto explicativo.

Uma das poucas jovens que parou, ouviu, trocou ideias e recebeu informações
sobre a violência contra as mulheres

Esteve presente também ao evento, Guardas Municipais e a Patrulha Maria da Penha, com o Cabo Goulart e a Sargento Sabrina, com a viatura que circula em Maricá e Niterói em auxílio direto e exclusivo às mulheres.

O encontro terminou com saldo positivo segundo Danny Xavier: "Mostramos o grave problema, e sim, a violência contra a mulher É PROBLEMA MEU, SEU, DE TODOS NÓS SIM, e como mencionamos aqui, EM BRIGA DE HOMEM E MULHER TEM QUE METER A COLHER SIM.

Façam registros policiais, procurem a Patrulha Maria da Penha, o CCS Maricá, o SEOP (secretaria de segurança de ordem pública de Maricá) e a Casa da Mulher para apoio, abrigo e solução dos seus problemas."

Esteve presente também ao evento o Secretário de Segurança e Ordem Pública de Maricá - Coronel Bueno (foto acima).

Danny aproveitou para convidar à todos para o FÓRUM DE SEGURANÇA PÚBLICA que será realizado pelo CCS Maricá, na sexta feira 29/10 das 10 às 15 horas no CEPT ZILCA RANGEL (antigo Colégio Cenecista - Rua Barão de Inoã 137 - centro de Maricá) recebendo vários palestrantes que falarão sobre a segurança pública em Maricá.


Confira abaixo mais fotos do evento:



















quarta-feira, 27 de outubro de 2021

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: EVENTO CONSCIENTIZARÁ SOBRE O GRAVE PROBLEMA


 
Acontecerá na parte da manhã da quinta feira 28/10 o evento organizado pelo CCS Maricá - Conselho Comunitário de Segurança (presidente Danny Xavier) sobre o grave problema de violência contra as mulheres.


Segundo Danny Xavier, "O evento tem por finalidade chamar atenção das mulheres para o grave problema que muitas infelizmente sofrem de violência de todos os tipos contra as mulheres, e também para terem o conhecimento que existe aqui em Maricá uma Viatura do projeto Maria da Penha do 12º BPM, além de serviço de proteção à mulher da Guarda Municipal maricaense" explicou.

"Estaremos na praça do Turismo - Conselheiro Macedo Soares das 9 às 12 horas panfletando e fazendo encenação de mulheres que sofreram algum tipo de agressão. Estarei maquiada e panfletando junto com outras colaboradoras", concluiu Danny Xavier.

O evento quer deixar claro que EM BRIGA DE HOMEM E MULHER, TEM QUE METER A COLHER SIM!!!



" Esperança é confiar no que ainda não vemos" por Gleice Kelly Marques


A professora Gleice Kelly, a qual acompanhamos nos últimos meses em sua luta para poder realizar o sonho da cirurgia que lhe devolveria seus movimentos no braço após um acidente no seu local de trabalho, conseguiu, em setembro, finalmente e com êxito concluir seu desejo. Muito ajudaram, fizeram orações e doações, nós da PR PRODUÇÕES (através do CulturarTEEN e Barão de Inohan), acompanhamos sua luta diária, fizemos matérias mostrando seu problema, pedimos doações, passamos para outras mídias que também ajudaram e os resultados foram positivos.

No domingo 24 de outubro, passados exatos um mês e 15 dias da cirurgia, Gleice postou um lindo texto de agradecimento à Deus, o responsável por toda sua vitória. Confira acessando (https://culturarteenpr.blogspot.com/2021/10/gleice-kelly-agradece-deus-o-sucesso-de.html).

Gleice na segunda feira 26/10, colocou uma postagem dando ADEUS A TIPÓIA, uma grande conquista no processo de sua melhora. E na terça feira 27/10, postou um lindo texto - título desta matéria - e vídeos mostrando sua recuperação e a fisioterapia pela qual vem passando.

Essa menina é guerreira e estamos torcendo e acompanhado suas conquistas e vitórias, afinal, modestamente, fazemos parte delas.


Esperança é confiar no que ainda não vemos

Muito se diz que a esperança é a última que morre, mas a Bíblia diz que Deus é o Deus de toda esperança, e Ele nunca morre. 

Porém, quando estamos firmados na Palavra, a despeito do que nossos olhos estejam vendo, a despeito do que estejamos experimentando, sempre teremos algo chamado esperança.

Muitas vezes colocamos nossa esperança nas coisas erradas: no dinheiro, no emprego, em pessoas, em nossa capacidade... Todas essas coisas podem falhar mas Deus nunca falha. Ter esperança em Deus é colocar nossa confiança na pessoa certa.

"Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro."

Jeremias 29:11





terça-feira, 26 de outubro de 2021

"A TRAJETÓRIA DE UM GUERREIRO SONHADOR" por Sady Bianchin

 “A todos aqueles que nutrem pela opressão, pela falta de memória, a mais profunda repulsa”. (Bertolt Brecht)


Toda obra dialoga com seu tempo. No campo da memória antropológica não importa o período retratado, interpretado o tempo é sempre atual. O pensador e escritor Darcy Ribeiro, dono de uma personalidade forte e extremamente complexa, dotado de uma inteligência vertiginosa de brutal agilidade mental, foi um dos intérpretes do país mais influentes na cultura educacional e política brasileira. O escritor se mantém aceso com sua obra inquieta, pois não há morte perante a produção poética de sentidos, se fosse vivo Darcy estaria completando 99 anos de vida em defesa dos excluídos sociais, as minorias oprimidas (que são a maioria em quantidade), e dos cartas fora do baralho para a educação, sempre com previsões políticas aguerridas para o Brasil, construído sobre um Estado Nação tardio em cima de golpes, a começar pelo período colonial, que nos deixou uma herança autoritária, paternalista, escravocrata e personalista.

Nascido em Montes Claros, Minas Gerais, em 26 de outubro de 1922, era filho de Dona Fininha (Josefina Augusta da Silveira), professora primária e Naldo (Reginaldo Ribeiro dos Santos), fiscal das linhas telegráficas. Escreve, aos quatorze anos de idade seu primeiro texto social, crítico, indignado pelo sentimento de revolta e compadecido pela situação de flagelados famintos que ocuparam uma catedral da cidade. Esta imensa capacidade de se colocar na posição dos “outros”, assumir a sociedade e a situação adversa do povo como seu problema desde pequeno, fez o jovem ser mais homem, principalmente quando descobriu o movimento de Luís Carlos Prestes e a poesia de Carlos Drummond : “Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”, dizia o sábio poeta Andrade das geraes.

Ainda nas terras das montanhas de  Minas  escreve seu primeiro romance, “Lapa Grande”, um dramalhão digno de qualquer estilo de novela mexicana. Em seguida, muda-se para São Paulo e em meio à intelectualidade da pauliceia desvairada ingressa nas fileiras do Partido Comunista. Mas a grande descoberta de sua vida acontece no coração do Rio de Janeiro, quando conhece o Marechal Rondon, uma das figuras marcantes na sua trajetória, principalmente porque convida Darcy Ribeiro para trabalhar com ele no serviço de proteção dos índios, e com esta cultura étnica descobre uma nova maneira de entender o Brasil, e a questão humanística entra em pauta.

Com o espírito inovador e  de responsabilidade social, atravessa o Pantanal e concentra suas ideias na literatura indígena, desdobrando seu tempo entre as nações Terena e Kadiwéu, com o auxílio luxuoso de sua companheira antropóloga Berta Gleizer. Numa verdadeira troca simbólica surge o livro “Religião e Mitologia Kadiwéu” (1950). Rumo à floresta amazônica encontra a nação “Urubus Kaapor”, últimos remanescentes dos Tupinambás. 

Darcy Ribeiro ganha reconhecimento e com apoio dos irmãos Villas-Bôas propõe a criação do Parque Nacional do Xingu. E, logo após o educador Anísio Teixeira convidá-lo para ser pesquisador no Ministério da Educação e Cultura, com 35 anos, sua produção é intensa, publica: “Uirá sai à procura de Deus” (1974), “Arte plumária dos índios Kaapor”(1957) e “Diários Índios- Os Urubus-Kaapor”(1996).

Neste período, cria a universidade de Brasília, já no governo de João Goulart é nomeado ministro da Educação e Cultura e reitor da UNB, em seguida chefe da Casa Civil. O país havia crescido economicamente desde os governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, naquele momento era necessário distribuir a renda e fazer a reforma agrária. Mas naquele contexto histórico, mais “uma pedra no meio do caminho” aparece no trajeto do apaixonado pela civilização tropical – o golpe civil e militar de 1964, uma perversa ditadura que durou 21 anos, deixando a cultura em todas as suas frentes arrasadas, uma terra árida, onde estavam plantados os sonhos daquela geração. 

O ato institucional número 5(AI-5), o golpe dentro do golpe, que instala a ditadura total no Brasil, impõe a diáspora, o exílio de Darcy, que vai ser professor no Uruguai, acolhido pela universidade. No Peru trabalha com o governo nacionalista, no México cria a “Universidade do terceiro mundo”. Com a anistia retorna ao Brasil e diz que é uma glória voltar e que só quem foi exilado entende: “Ninguém vê sua casa se não sai dela, se não conhece outra casa”. 

Neste recomeço lança o livro ”Maíra” (1976), e se casa com Cláudia Zarvos (33 anos mais jovem), recebe o título de Doutor honoris causa na Sorbonne em Paris e funda com Leonel de M. Brizola o Partido Democrático brasileiro (PDT), é eleito vice-governador do Rio de Janeiro e idealiza o ensino de tempo integral, os populares CIEPS, obra do arquiteto Oscar Niemeyer, proclamando o ditado que escola é uma propriedade básica: “Não pode jogar a criança na marginalidade, na criminalidade, ficará mais caro no futuro, se ela ficar com um revólver na mão“, afirmava o visionário Ribeiro, que é eleito senador pelo Rio de Janeiro e cria a Universidade do Norte Fluminense em Campos com o slogan: “O país que não domina a tecnologia vai ser recolonizado”.

Fragilizado e doente, Darcy Ribeiro sai do hospital e vem se refugiar na nossa cidade em Maricá, na região litorânea do Rio de Janeiro e se dedica durante dois meses integralmente à produção de sua mais importante obra: “O povo brasileiro”, um manual para interpretar a formação da realidade brasileira. Em 17 de fevereiro de 1997, morre em Brasília, mas sua memória é presente como uma lição: “Fracassei em tudo o que eu tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria, fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente, fracassei. Mas os meus fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”. 

Usando a força e o entusiasmo ou aliando os dois, o legado do escritor Darcy Ribeiro mostra que seu pensamento é atual em qualquer época. Sua obra contribui para atualizar sua trajetória. Num momento em que a democracia está viciada  por um desgoverno do atraso e da ignorância no âmbito da conjuntura nacional  , é essencial revisitar a sua produção de sentidos, reeducando os indivíduos para a cidadania, através da política de resgate da memória e do limite da representação, edificando a cultura democrática a serviço da ação transformadora, da emancipação  para construir a sociedade organizada pela paixão. Que nos permite sonhar que as gerações futuras irão limpar toda a abominação do outro, toda a opressão, para viver condicionado ao amor, à liberdade e à justiça social, na diversidade cultural entre as diferentes matrizes étnicas que formam o povo brasileiro.

Sady Bianchin

* Doutor em Teatro e Sociedade pela Università di Roma-La Sapienza. Mestre em Ciência da Arte pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Professor das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA) e UFF.



ÚLTIMO DIA DE INSCRIÇÕES PARA O PROGRAMA "TEMPO DE APRENDER"


Terminam na terça feira 26/10 as inscrições para atuar nas escolas junto ao programa de alfabetização Tempo de Aprender.

Os interessados devem ser brasileiros, ter mais de 18 anos, e estar cursando ou ser formado em pedagogia ou magistério em nível médio.

Para se inscrever, basta preencher o link:

https://docs.google.com/.../1FAIpQLSeZE7tNVc4jPK.../viewform

As inscrições ficarão abertas até dia 26/10. Quaisquer dúvidas, favor enviar e-mail para o endereço eletrônico: tempodeaprendermarica@gmail.com 





segunda-feira, 25 de outubro de 2021

"NÃO ESPERO NADA DE NINGUÉM" com Niele Silva


 Fiz minhas escolhas...

Abri mão de outras...

Superei fases ruins...

Parei de me expor, de dizer o que penso...

Pessoas contorcem sentimentos, mudam frases, aumentam palavras, não percebem a angústia ou o alívio de um coração que não é infeliz...

É que já faz tempo que parei de me revelar demais, parei de dar passagem pra quem não sabe embarcar em viagens emocionais intensas...

Fecho os olhos, me retiro, sinto meus livramentos...

Alguns solavancos ainda me tiram do eixo...

Não sou perfeita; mas dentro do meu jeito próprio de dançar conforme a esperança sinto que mereço de verdade a paz que anuncia novos amores, novos sonhos, novos desejos...

O respiro, agora, é de missão cumprida...

Fiz o que pude...

Fiz pela necessidade de aprendizado e humanização...

Não espero nada de ninguém... 

Não exijam muito de mim...

Niele Silva - Miss Maricá Senior 2019/2020
Fotos: Pery Salgado
Realização: PR PRODUÇÕES




"Além de Mulher, sou Deusa" com Fernanda Brasil

Mas o que significa ser uma Deusa?


Reconhecer-se como Deusa é passar a honrar tanto a minha conexão espiritual como a matéria de que é feita meu corpo. É saber e aceitar que sou desse mundo e do outro (mesmo que sempre seja um mistério).

É sentir amor incondicional antes de tudo por mim mesma. Me amar nas minhas vitórias e ainda mais nas minhas derrotas.


É assumir a responsabilidade de ser coautora da minha própria vida. Estar consciente que a todo tempo estou escolhendo, por pensamentos, palavras e ações.

É saber que a vida é também morte. E que a morte é também vida. Que aqui na Terra a estada é passageira, mas é uma enorme oportunidade de aprendizado.


Ser Deusa é ser fiel à essência de quem sou. É estar conectada com a minha alma e deixá-la estar no comando. É confiar que estou sempre protegida quando decido seguir meu coração.

Por muito tempo, “esqueceram” de nos dizer que além de um Pai temos uma Mãe. Mas suas filhas estão despertando e já sentem seu amor. Então, o vazio que antes sentiam está sendo finalmente preenchido. Eu sinto isso.


Pelos milênios de omissão, eu sinto que a minha reconexão com a Deusa é uma prática diária. Que a aceitação dessa minha face é um processo. Talvez, estivemos tão presas em padrões errados que é até estranho sentir o poder de ser livre pra ser quem se é.

Mas chegou a hora! Então, eu sou Deusa. Você também. Todas nós. Viva o nosso renascimento! 

Texto: Priscilla Panizzon

Modelo: Fernanda Brasil - Técnica de Enfermagem, modelo, colunista, Musa da Região dos Lagos, Macaé e Campos 2021 e Garota da Capa 2021

Realização: PR PRODUÇÕES

Quem é Priscilla Panizzon?

Mulher, filha, irmã, tia, amiga, jornalista, blogueira, escritora e tudo o mais que eu sentir e desejar. Da Terra, do Brasil e do Rio Grande do Sul. Na caminhada pelo Sagrado Feminino, descobrindo as delícias e os desafios de ser Mulher.