terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Big Brother Brasil 'flerta com o flagelo psicológico', diz Carta Aberta enviada à TV Globo

 Assinam o documento representantes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, do Ministério dos Direitos Humanos. Leia a íntegra do texto:


"CARTA ABERTA À PRODUÇÃO E À AUDIÊNCIA DO PROGRAMA BBB/2026 DA REDE GLOBO DE TELEVISÃO

'Se um trauma pode ser passado de geração em geração, os valores também podem.'                      Wagner Moura


Nós, abaixo assinadas, integrantes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), instituída pela Lei 9.140/95, escrevemos esta carta aberta movidas por uma profunda inquietação ética. O que se assistiu recentemente no programa Big Brother Brasil, com a dinâmica chamada de “Quarto Branco”, ultrapassou as fronteiras do jogo e do entretenimento para ingressar em um terreno perigoso que flerta com a violência física e o flagelo psicológico.

É impossível ignorar que tais métodos guardam uma semelhança aterradora com as práticas de tortura empregadas sistematicamente pela ditadura civil-militar brasileira, um período de dor que ainda deixa cicatrizes na memória de nossa nação, mas que, por seu apelo, atraem uma plateia de milhões de pessoas.

Ao utilizar dinâmicas que submetem corpos e mentes a condições extremas — privação de sono, enclausuramento, desorientação espacial, perda da noção de tempo e posições físicas impossíveis de serem sustentadas por longos períodos — a emissora não apenas testa os limites de seus participantes, mas também os limites da nossa própria humanidade.

Sabe-se que a prática do Quarto Branco não é novidade no programa em questão, mas a sua utilização vem sendo intensificada, tanto que, na madrugada do último dia 18 de janeiro, umas das participantes chegou a desmaiar, após mais de 100 (cem) horas de reclusão no aludido quarto e depois de ser obrigada a permanecer em pé em uma espécie de pedestal com ínfimo diâmetro, prática utilizada como tortura durante as ditaduras latino-americanas.

Não podemos aceitar o argumento de que o "consentimento" dos participantes ou a "busca pelo prêmio" validem tais práticas. A nossa Constituição Federal, no seu Artigo 5º, é clara: a proibição da tortura e do tratamento degradante é um valor absoluto. Ao transformar esse tipo de sofrimento em espetáculo, a televisão brasileira falha com o seu dever social.

Mais do que uma escolha editorial, a programação de uma emissora é regida por normas constitucionais específicas. O Artigo 221 da Carta Magna estabelece que as concessões públicas de radiodifusão devem ter finalidades educativas e culturais, respeitando sempre os "valores éticos e sociais da pessoa e da família". Uma concessão pública deveria ser utilizada para passar valores entre as gerações – como disse o ator acima citado, em consonância com os princípios constitucionais – e não para reforçar traumas coletivos.

Na psicologia e na sociologia, constata-se que o trauma não resolvido tende a ser transmitido aos descendentes, seja pelo comportamento, pela cultura ou pela negligência institucional. Assim, como integrantes da CEMDP, órgão de Estado, responsável por medidas de memória, verdade e reparação das vítimas da ditadura e seus familiares, esperamos que a presente carta sirva de alerta para que: 

a) a emissora considere seriamente a possibilidade de rever a utilização das práticas aqui descritas; e que 

b) a própria sociedade brasileira seja chamada a refletir sobre sua adesão a essa aparente forma de entretenimento.

A memória das vítimas da violência de Estado exige que não sejamos coniventes com a dessensibilização da população diante da dor alheia.

Assinam esta carta,

DIVA SOARES SANTANA

Representante dos familiares de mortos e desaparecidos políticos

VERA FACCIOLLA PAIVA

Representante da sociedade civil

MARIA CECÍLIA ADÃO

Representante da sociedade civil

NATÁLIA BONAVIDES

Representante da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados

EUGÊNIA AUGUSTA GONZAGA

Procuradora Regional da República

Presidenta da CEMDP"

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A autenticidade deste documento pode ser conferida no site https://sei.mdh.gov.br/autenticidade, informando o código verificador 5369181 e o código CRC 8C951E7A.

Por JORNAL DO BRASIL   redacao@jb.com.br





segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

"Pare de se preocupar tanto com a forma como os outros te enxergam" por Ana Santos


 Uma coisa é certa: quando você está em paz com quem é, para de se preocupar tanto com a forma como os outros te enxergam. 

Até percebe os julgamentos, mas eles já não te paralisam. 

Você não se abandona mais para caber nas expectativas de ninguém. 

Aprende a se respeitar, a se escolher e a seguir em frente sendo quem é, sem pedir permissão.


Modelo e texto: Ana Santos
Realização: PR PRODUÇÕES






domingo, 1 de fevereiro de 2026

QUANDO ACABA O AMOR EM UMA MULHER, NÃO HÁ RETORNO!!!


 Quando uma mulher acaba o amor, não há mais volta atrás...


Você não saberá o que vai doer mais, se a tristeza de saber que ela se foi ou a solidão que te lembra que ela não voltará mais.

E você não perde uma mulher quando ela sai de casa, você começou a perder quando ainda dormiam juntos na mesma cama.

Você perdeu quando não incluía ela em nenhum dos seus planos, quando você deixou para ela todas as responsabilidades da casa.

Quando era mais nova, no início do relacionamento, pel mais viçosa, ambos com mais pegada, mais vitalidade, você até procurava 'EXIBÍ-LA' aos amigos como uma conquista, um troféu. Você soube usá-la!

Mas o tempo foi passando e enquanto para ela o mundo parecia estar mais seguro, para você a vontade de ter algo novo começava a te invadir.

E ai você a perdeu quando esqueceu de todas as datas importantes entre os dois, tirando a importância do romance... 

Perdeu quando ela queria te contar algo importante e você mudava de assunto.

Perdeu no dia em que não lhe disseste o quão bonita ela estava quando demorou horas para se arrumar para ti, para sair contigo. 

Perdeste-a quando não te importaste que ela se sentisse sozinha e deixaste-a com as lágrimas dela enquanto saia para se divertir com os 'amigos', ou mesmo quando a trocava pelo futebol na tv, ao invés de torcerem juntos e fazer com que ela fizesse sempre parte do teu dia a dia.

Ela se esforçou, era camaleônica, tentava mudar para te agradar e não para se sentir melhor e mesmo assim você a perdeu quando você não a fez se sentir desejada nas noites de paixão, perdeu quando você não percebeu quantas coisas ela sacrificava para lhe dar o seu tempo, quando você se irritava sem motivo... 

E mesmo quando você percebia mas que não admitias a culpa, continuavas a deixá-la acreditar que ela estava errada, nem sequer fazias o esforço de perdoá-la ou de dizer que VOCÊ ERROU!


Você perdeu-a quando permitiu que a rotina reinasse em suas vidas, quando criticava cada um dos seus esforços para resgatar a relação.

Você perdeu por que é burro, tapado, insensível! E tenha certeza, por mais que doa nela, ELA GANHOU!!! GANHOU SUA LIBERDADE!!!


Texto: Pery Salgado (jornalista)
Imagens por inteligência artificial de Rosângela Costa
Realização: PR PRODUÇÕES