O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referente ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro, posteriormente com a aprovação do Congresso Americano o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.
A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).
Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce. Para sensibilizar a população inicialmente as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos, depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc. (www.pink-october.org).

Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa europeia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa.
Nos três primeiros anos (2014, 2015 e 2016), a campanha chamava-se OUTUBRO ROSA: PREVENÇÃO AO CÂNCER DE MAMA, mas o jornalista e produtor Pery Salgado ouvia de muitas mulheres que participaram da campanha e de várias que iam assistir e ver a exposição fotográfica física em vários locais, que 'esperavam o mês de outubro para se cuidar'.
"Como assim", questionava-se o jornalista, "só fazem isso em Outubro? Mas a prevenção e os cuidados têm que ser diários", foi então que a partir de 2017 passou a chamar a campanha (que sempre começa em outubro do ano corrente indo até setembro do ano seguinte) de CÂNCER DE MAMA: PREVENÇÃO DE JANEIRO A JANEIRO!
Em 2015, mulheres normais, modelos e misses (em todos os segmentos) passaram a abraçar a causa, em belíssimos ensaios fotográficos (ou através de fotos enviadas pelas participantes com a devida autorização) onde mostram a beleza, a prevenção e a proteção com aquela que é a parte mais linda e importante do corpo feminino: OS SEIOS!
Mas a campanha não quer trazer apenas belas mulheres mostrando corpos bonitos e falando do como se previnem e se cuidam durante o ano. A Campanha traz em cada matéria uma mulher (a PR PRODUÇÕES abraça mulheres de todas as idades, credos, classes sociais e profissões) para que falemos através do seu biotipo, como devem ser os cuidados.
Com autorização dos responsáveis e com eles participando, fazemos matérias com adolescentes (sim, o câncer de mama acontece sim com adolescentes e é de difícil detecção, onde o cuidado precisa ser redobrado e acontecer desde cedo).
Fazemos matérias com homens e mulheres trans, e também com homens (hoje chamados de 'cis'), pois todos os seres humanos possuem glândulas mamárias e como o homem não faz esse tipo de cuidado e prevenção, quando (embora raríssimo, mas existente) é detectada a doença, já está em fase terminal e de difícil (e quase impossível) solução.
As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia.
O Exame Clínico das Mamas (ECM)
Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para o Controle do Câncer de Mama - síntese do documento PDF/documento completo (PDF).

A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.
A mamografia
A mamografia é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).
É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.
Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.
Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama.
As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

O autoexame das mamas
O INCA não estimula o autoexame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.
As evidências científicas sugerem que o autoexame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o autoexame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.
Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.
A partir dessa Oficina foi desenvolvido um Documento de Consenso para Controle do Câncer de Mama, publicado em 2004, que contém as principais recomendações técnicas referentes à detecção precoce, ao tratamento e aos cuidados paliativos em câncer de mama, no Brasil. Confira as novas recomendações em Publicações.
Saiba mais
O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.
No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. De acordo com as Estimativas de Incidência de Câncer no Brasil para 2006, o câncer de mama será o segundo mais incidente, com 48.930 casos.
Sintomas
Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.
História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama.

A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (instalada após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.
Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.
A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.
Como se pode notar nas informações do INCA, o auto exame só deve ser feito como uma prevenção e não como uma constatação, como uma negativa ou afirmação da doença.
É muito importante que a mulher faça todos os exames preventivos.
Mas o auto exame não deve ser esquecido, nem descartado.
Confira os procedimentos para realiza-lo corretamente e vá sempre ao seu médico!
IMPORTANTE:
- Durante a palpação da mama, observe o surgimento de nódulos, note sua consistência, mobilidade, limites, localização, tamanho.
- A dor também deve ser considerada, embora não seja freqüente em casos de câncer de mama
- Nódulos que surgem antes da menstruação e desaparecem após a mesma, geralmente não têm valor clínico importante.
- O uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, período pré menstrual, amamentação, gestação e aborto recente podem influenciar e dificultar a identificação de nódulos.
FIGURA: 1
NO ESPELHO
Coloque as mãos na cintura e observe o formato, tamanho e contorno de suas mamas (observe se estão iguais, simétricas). Veja se existem pregas, depressões ou alterações na pele da mama, aréola e mamilo.
FIGURA: 2
NO ESPELHO
Coloque as mãos para o alto e fique atenta aos mesmos sinais de igualdade da pele já descritos.
É uma oportunidade única de observar sua simetria mamária. Observe se as mamas estão alinhadas, assim como as aréolas e mamilos. Eles deverão sempre estar na mesma linha. Observe se o sutiã faz marca só em uma mama, e qual é o local para verificar se há edema (inchaço).
FIGURA: 3
NO CHUVEIRO
Ensaboe bem as mamas e axilas, deste modo suas mãos percorrerão melhor e facilitará o exame. Coloque o braço atrás da nuca, coluna reta e com a ponta dos dedos percorra todas as áreas da mama em movimentos circulares de fora para dentro, procurando por espessamentos ou caroços. Use a mão direita para examinar a mama esquerda e vice-versa. Você também poderá realizar esse exame fora do chuveiro, com maior atenção.
FIGURA: 4
MOVIMENTOS CIRCULARES
Devem ocorrer da parte externa superior da mama (perto da axila) em direção ao mamilo, de modo firme, mas delicado.
FIGURA: 5
MAMILOS E ARÉOLAS
Pressione suavemente os mamilos e observe com cuidado a presença de secreções e a presença de lesões na sua pele sensível, assim como nas aréolas.
FIGURA: 6
AXILAS
Elas também fazem parte do tecido mamário, e devem ser examinadas do mesmo modo que as mamas. Realize movimentos circulares da mama para axila, observando a presença de caroços na região.
FIGURA: 7
DEITADA
Coloque um apoio sob o ombro direito (pode ser um travesseiro ou toalha) e a mão direita atrás da cabeça. Examine sua mama direita com a mão esquerda, repetindo os movimentos circulares. Repita esse passo com o lado esquerdo.
Você deverá se acostumar a fazer o auto exame desde já.
Se isso não acontece, pode ter certeza:
Você está muito atrasada nesse compromisso com sua saúde.
Através dele é freqüente a descoberta de doenças da mama, como alterações funcionais benignas, ou mesmo um câncer de mama.
É importante você saber que, ao detectar qualquer anormalidade, não deve entrar em pânico nem solicitar ajuda de quem pouco poderá lhe esclarecer.
Procure SEMPRE um médico, lembrando mais uma vez que o auto exame propiciará detectar um possível câncer de mama de modo precoce, aumentando substancialmente suas chances de cura, além de ter a grande possibilidade de uma cirurgia de menor porte para combatê-lo.
Além do mais, nunca devem ser ignoradas as alterações benignas, cujo quadro pode se manifestar também através de nódulos mamários.
Toque-se !!!
Praça Cruz Vermelha, 23 - Centro
20230-130 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 3207-1000
Com esta matéria, a PR PRODUÇÕES comemora os 12 anos de campanha, recordando algumas das inúmeras modelos que por aqui passaram e deixaram os seus recados, e inicia a campanha do ciclo 2026/27.
Em breve, recordaremos outras modelos participantes desta linda campanha, onde o recado é simples e objetivo: CUIDEM-SE TODOS OS DIAS, pois o CÂNCER DE MAMA, precisa ser prevenido todos os dias DE JANEIRO A JANEIRO.
Modelos participantes por ordem de aparição na matéria:
1 - Nanda Sobral (modelo sênior do Nordeste do Brasil)
2 - Alessandra Mac Donough, modelo plus size de Itaguai
3 - Elienne Justino, professora do ensino fundamental
e Musa de Campos 2014
4 - Ayrah Gomes (modelo e mulher trans)
5 - Suelen Luana (modelo e criado de conteúdos adultos)
6 - Mariana Marins, profissional da saúde, estética e beleza
de Maricá
7 - Marta é irmã de Mônica que é mamãe de Malu (todas juntas na campanha da prevenção do câncer de mama)
8 - Maria Almeida (dona de casa)
9 - Roseane Barbosa (estudante)
10 - Vitória Santos (influencer e criadora de conteúdos)
11 - Maira Porto (comerciária)
12 - Jade Silva (modelo e mulher trans)
13 - Homem desconhecido (imagem internet)
14 - Priscilla Menezes, modelo plus size
15 - Monike Cristina (Miss Búzios Plus Size 2015, profissional de saúde e professora de Educação Física)
16 - Neia Pereira (diarista e servidora pública municipal)
17 - Natache Iamayá (modelo pcd e estudante de direito)
18 - Roberta Augusta, Miss Minas Gerais Plus Size Senior 2014
19 - Paloma Rangel, Miss Angra dos Reis Plus Size 2015
20 - Anna Paula (modelo plus size)
21 - Neia Pereira (diarista e servidora pública municipal)
22 - Pollyana Xavier (dona de casa e modelo pcd)
23 - Daviane Melo (modelo plus size)
24 - Rosângela Oliver (modelo plus size em São Paulo)
25 - Belen Ramauge (modelo pcd portadora de nanismo)
26 - Márcia Brilhante (modelo master)
27 - Luciana Pazuti (dona de casa)
28 - Cecília Fuli (modelo, Musa da Baixada Fluminense 2021/22, técnica em radiologia, professora de educação física)
29 - Erica Silva, modelo e Miss Maricá Novo Mundo 2015
30 - Cinthia Ferreira (modelo, educadora e microempreendedora)
31 - Marisa Alves (modelo plus size sênior, foi a primeira a abraçar a campanha em 2015)
32 - Nanda Sobral (modelo sênior do Nordeste do Brasil)
33 - Rosângela Oliver (modelo plus size em São Paulo)
34 - Marisa Ramirez (modelo colombiana)
35 - Roberta Avellar (modelo, Musa, massoterapeuta, cuidadora de animais e empreendedora)
36 - Vitória Dias (atriz e modelo sênior)
47 - Roberta Perez (professora de educação física)
48 - Victória Mattos (modelo e criadora de conteúdos adultos)
49 - Nanda Sobral (modelo sênior do Nordeste do Brasil)
50 - Pollyana Xavier (dona de casa e modelo pcd)
51 - Simone Reis Sestalo é empresária
52 - Monike Cristina (Miss Búzios Plus Size 2015, profissional de saúde e professora de Educação Física)
53 - Ruth Noel (modelo e influencer)
54 - Rosaen Souza (comerciária)
55 - Jô Costa da Silva (modelo, Musa e Miss Rock)
56, 57 e 58 - Stephanie Germino (modelo duplamente mastectomizada, Flattie Baddie, advogada, influencer e criadora de conteúdos sobre vida saudável pós mastectomia)
Agradecimentos à todas que já passaram e participaram desta linda e importante campanha, que está de portas abertas para novas modelos falarem sobre a prevenção.
Pesquisa, texto e diagramação: Pery Salgado (jornalista)
Fotos: arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES


















































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