sábado, 18 de julho de 2026

"Violência física, humilhações, manipulação psicológica e controle extremo. O inferno em minha vida!" por Luara Perdonatti (cenas fortes)

 Um relato forte, chocante, literalmente assustador. A jovem modelo e mulher trans Luara Perdopnatti relata detalhadamente o inferno que viveu em vida.

Reproduzimos fielmente sua publicação em rede social onde a mesma tornou público seu extremo sofrimento e apenas pediu respeito a quem compartilhasse.

E justamente em respeito a essa linda pessoa, a este lindo ser humano, há algum tempo no corpo de um linda mulher trans (modelo), omitiremos apenas os nomes por ela mencionados no texto original, por questões jurídicas.

"Pensei muito antes de tornar isso público. Não sou uma pessoa que acredita que situações como essa se resolvem por meio de exposições, mas, com o apoio da minha família e da minha rede de apoio, decidi falar.

Durante meu relacionamento com @xxxxxxxx (XXXX XXXXXXXX XXXXX XX XXXXXXXXX) fui vítima de violência física, psicológica e sexual, incluindo tentativas de homicídio por estrangulamento, agressões que causaram lesões graves no meu rosto, mordidas pelo corpo, empurrão de escada e outros episódios em que minha vida esteve claramente em risco. Em uma dessas situações, ele já chegou a por um saco na minha cabeça.

Essas agressões ocorreram repetidamente em momentos em que eu estava vulnerável e sempre muito alcoolizada, sem condições adequadas de me defender minimamente. 


Após os episódios de violência, ele frequentemente tentava minimizar ou justificar os fatos, utilizando discursos sobre espiritualidade, sobre sua condição social e identitária, e atribuindo o comportamento agressivo ao uso de testosterona, como forma de desresponsabilização.

Além da violência física, sofri humilhações, manipulação psicológica e controle extremo. Houve restrição do meu uso do celular, destruição de pertences, ameaças veladas e tentativas constantes de me convencer de que, se eu denunciasse, ninguém acreditaria em mim. Esses mecanismos foram usados de forma recorrente para me silenciar.

No dia 9, fui novamente agredido de forma violenta, em dois episódios seguidos, resultando em uma lesão aberta no meu rosto. 


Estive desacordado em parte do tempo e não consigo relatar todos os detalhes. Durante essa situação, a própria mãe dele tentou intervir e também foi agredida.

Falo agora porque, por muito tempo, senti vergonha, medo e confusão, o que me fez esconder as agressões e retornar ao relacionamento. Hoje reconheço que isso faz parte do ciclo da violência. Após mais uma tentativa de homicídio por estrangulamento, decidi romper o silêncio. Já estou amparado por uma medida protetiva e seguindo os caminhos legais.

Este texto é um relato da minha vivência. Não é um ataque, mas um pedido de responsabilidade, cuidado e atenção.

Violência não é normal, não é justificável e não deve ser silenciada.

Peço respeito ao compartilhar."

Nosso total respeito, nosso total apoio, deixando a pergunta: ATÉ QUANDO TEREMOS QUE VER, OUVIR E CHORAR POR RELATOS COMO O DE LUARA?

Estamos SEMPRE na luta contra a HOMOFOBIA!