segunda-feira, 2 de novembro de 2026

"DOUTORA, ME AJUDA A MORRER!" por Célia Tavares


"Eu não aguentei, desabei em rios de lágrimas.

Quando entrei na sala da médica, pedi a ela uma dose de potássio venosa, seria o suficiente.

A frase que escoou dos meus lábios foi: 'doutora me ajuda a morrer'.

Minha vida tem sido de muito sofrimento nos últimos anos. Não está fácil suportar. 

Minha liberdade é o oxigênio da alma, mas por tantas vezes já me falta ar.

Apesar de tudo, vou vivendo, ou SOBREVIVENDO. afinal, MATURIDADE também é sobre estar em CACOS e não ferir mais ninguém a sua volta.

Não tiro ninguém da minha vida, apenas reorganizo as posições e inverto as prioridades.

Há dores que sangram, e te destroem em silêncio e o corpo aprende a calar, mas sua mente NUNCA ESQUECE O QUE DOEU, e muito menos quem proporcionou a dor, seja física, mental e emocional."


Texto inicial: Célia Tavares (educadora e servidora pública municipal)
Texto inserções: Pery Salgado (jornalista) 
Fotos: Célia Tavares e arquivo CULTURARTE
Realização: PR PRODUÇÕES